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domingo, 30 de dezembro de 2012

É isso!!!! Eu tô bem animada com esse ano novo!!! 2013! :)
Tá aí. É isso. que venha 2013!
Om shante.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Cenas que brilham aos meus olhos, cenas de sorrisos e mais sorridos. Que mais eu iria querer escrever senão da esperança de perpetuar cada pingo de felicidade... Hoje o dia começou com sol, e agora chove. Ontem meu presente foi um banho de lua diante da queda de energia, que me fez adormecer na rede, sentindo cheirinho de grama molhada, o barulho das árvores e da noite... abençoado mundo este... Agora, preciso escrever uma tese.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Como explicar do amor ao ser humano?


Abençoado mundo esse...
Procurava por rosas
e Ele me apresenta seu jardim..
Como poderia privar o amor de ser?



Como explicar do amor ao ser humano? Amor esse sem forma, mas que molda a mais pura compaixão... .e o corpo apenas reage, em profunda emoção... Emoções, dessas difíceis de conter que, ou a gente chora ou a gente ri bem alto de alegria.... Ou ainda reagimos, movendo e removendo o que parece obstáculo aos nossos olhos, porque queremos criar um pouco da felicidade alheia... Amor que está também no gesto de se colocar na mesma altura de uma criança para lhe explicar, olhando nos seus olhos, a pergunta mais boba e insignificante que fizera; e então, de Amor, é a gente que aprende e se cala diante da imensidão criada aos nossos olhos, ....Amor, como a mais linda paisagem, é o que reage ao infinito, seja o mar, sejam montanhas... pois que o horizonte nos impele a essa linha de amor e mais amor, e só de amor eu sobrevivo.. Quanto tempo será que levei para redescobrir o que é de amor nesse mundo? E então, como explicar do amor ao ser humano? É por instantes, deixar de existir, como Gandhi que explica quando lhe perguntam o que é o amor, e ele responde “não sei, mas sempre me vem como resposta o amor onde uma mãe não dormiria em um chão molhado sem motivo, mas o faria sem pestanejar se fosse para ceder a cama seca ao seu filho”... ...O Amor nos faz citar os Grandes, pois “é dando, que se recebe, e é perdoando que se é perdoado”..., Nos faz pensar nas mais belas virtudes já ensinadas como “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”... E o que é o amor senão suas virtudes expressas em paciência, compaixão, solitude, humildade... E temos - ah, como temos - as mais belas e sinceras expressões de amor... E não é porque é belo, que seja fácil... o que é ter paciência senão saber esperar quando na verdade se quer correr? ...O que é ter compaixão senão enxergar o outro como ele é de fato, e não como você gostaria que ele fosse? ....E o que é a solitude senão oferecer à si, um pouco de amor próprio, um pouco de aconchego sem precisar de nada em específico? ...E o que é a humildade senão o ato de calar, quando normalmente se quer falar?... Por todas as vias, o que senão de amor é criado... abençoando a tudo e a todos......E como se não bastasse, que mais e mais criaturas criem do mais puro e sincero amor, pois que compartilhar é duplicar, triplicar, é iluminar no mais breve instante de paz e de alegria...

..Venha, venha, me deixe sumir no teu abraço, me deixe criar do amor que cria! Alegria!



sábado, 17 de novembro de 2012

Oração de Francisco de Assis

Oração de São Francisco de Assis
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

sábado, 10 de novembro de 2012

Soube

Soube, do seu olhar, me alegrando, aliviando, simples questão de se estar perto.
Venha, me dê sua mão, ande ao meu lado, tá tudo certo.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Is burnning is burnning
something is burnning inside me

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

amor amor amor

como dizia o poeta... o que pode uma criatura senão entre criaturas amar?....

Em meio a esse turbilhão de coisas, ousar cantar um mantra como esse, e como todos outros mantras que envolvem amor,... é Voar ainda que sem asas..... A emoção, ainda que mundana, acontece, e lágrimas rolam de felicidade, de alegria e de gratidão ante a constatação de que o Real existe...

Ousar cantar um mantra como esse é insistir que a Vida é Real... e toda ilusão é rompida naturalmente...

Respiro...e só existe amor para com tudo e todas as criaturas...


Gate Gate...
http://www.youtube.com/watch?v=JIKZoHklBnQ


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O canto entre o céu e a terra

Aterra-me Pai querido,
venha me aterrar...

Com gotas de Buda e Iemanjá
Postura de Ogum, canto de guerreiro...
Danço para Ti
em Kung Fu, Aikidô,Tai Chi...

Aterra-me Pai querido,
acorda-me em Oxalá...
com essência de Durga..
Rodopio em Ti, em Mim,
...e em Fatihah...

Aterra-me Pai querido,
em Terra, Céu, fogo e mar...




tudo tem como


Tudo tem como...




...E francamente,
não consigo pensar em nada mais para terminar essa poesia...

Tudo tem como....




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dona Dalma que dizia...

Dona Dalma tinha 104 anos. Quanto será isso dá em batidas do coração? Dona Dalma, mãe, viúva, tia-avó. Antes era Dalminha, Dal, Dada, Dadi... quantos apelidos deveria colecionar, com 104 anos. Dos apelidos, seus autores a maioria já tinha morrido. Dal era viúva faz 30 anos. Com trinta, já tinha 3 filhos. O pequeno falou Dada pela primeira vez, e durante algum tempo papai era papai, mas a mamãe era Dadá. Tia Dadi, seus sobrinhos lhe chamavam, Dadi, seu apelido de infância, veio sem muita explicação, assim chamavam-na  os irmãos, que também já morreram. Dalminha, veterinária, amiga e poeta também, escrevera os versos dos sete mares, misturava vida e filosofia como queijo e goiabada, tornou-se popular na vizinhança, não sei se com os versos, ou se porque cuidava dos bichos de estimação de todo mundo... Tinha 104 anos, mais uma saúde de impressionar, andava pra tudo qualquer lado, tinha um personal pra hidroginástica, tinha uma lucidez incrível, ainda cuidava da própria vida, morava sozinha, mas tinha gente em casa o tempo todo, gostava de cozinhar, "a cozinha reunia gente, vida, companhia"... dizia sempre Dona Dalma,... quanto será ela sabia de história, de vidas... 104 é definitivamente muita vida pra contar...

 "Acho que é uma bora hora para fazer café.." - disse Dona Dalma, olhando para a lua, que era minguante, mas de um minguante amarelo que confundia até poesia, se deixar. "Café ainda agora, pois a vida não há de tardar... sabe - disse, colocando a água pra ferver - do café, na verdade, gosto com leite, isso ainda não mudou, sempre gostei com leite, esfria o que tem de quente, adoça o que tem de adoçar, mas mantém cafeinado, alerta, alegre, café com leite, me rende o dia inteiro, e a noite está só começando... agora venha, vamos ver a lua minguar...

" Sabe, nessa vida, tem que se ter presença". "Presença?  - perguntou-lhe a bisneta, no auge da curiosidade; queria saber de poesia, queria saber de magia e vovó Dalma, ela sabia, ela sabia que sabia ... "Presença é o que te faz respirar, você não respira?" "Claro que respiro", então respira fundo, busca sua presença, e lembra dela o tempo todo, pois é quando você tem presença que as coisas se transformam,o mundo gira devagar, as cores ficam mais coloridas, venha aqui, venha, vamos testar. "Tá bom." ...."Não tô sentindo nada demais".... "Mas claro, é preciso 104 anos de prática..., venha, vamos ver a lua minguante, ...olhe como está bela hoje...,... respire bem devagar.....acalmando, se soltando, se soltando mais... E foi olhando, primeiro com alguma euforia de quem espera alguma coisa, mas foi só ouvindo a voz, voz que mandava respirar, e tudo passava... mas passava bem devagar, a lua, ficou tão grande, ainda que minguante, parecia radiar, e barulhos, quanto de barulhos a noite podia fazer... Ainda hoje me lembro, foi vovó Dalma que me disse, que na vida a gente tem que respirar....

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vem comigo.


Porque passo pelas mesmas ruas, feeling the same way, .... but something is different, something is passing throught.... What is it, but me? Me, myself and all this "be" or "being" around me. ...What is wrong? Where have I been?...

Porque nessa vida a gente tem que ter tempo pra surtar.... Os deslocados que o digam... podemos passar por uma festa inteira e sair ileso de toda diversão...

mas que a tranquilidade paira diante de toda essa ilusão... Algo de intacto, que se prestarmos atenção, se move em nós, como luz que, sem traço linear, segue, no entanto, de baixo pra cima, ondular.. se eu soubesse explicar melhor, o faria...algo como já disse o poeta... o amor é fogo que arde sem se ver....

Soube que era ilusão... tudo que causo em mim de sensação... não é nada além de ilusão... a não ser que eu alimente como realidade...eterna dicotomia da realidade...

soube que a lição da vez é a paciência, clamando por tempo entre mim e as coisas, entre o muito e o necessário, porque sinto de Deus o tempo todo, eis que sinto de terreno todo o tempo também.. Guie-me, Paciência, pois que em ti, vejo do divino acordar, ondular, em mim, paz, eterna paz, que ergue todo meu ser.

"Levanta-te e anda" - Ele disse.

...
"Quem é este que me fala?" - Ele perguntou

..
"Deixe tudo e vem comigo." - Por fim, acalmou.
...


É preciso ter coragem. Disciplina. Bençãos são realizações das virtudes colocadas em prática. Eis que de alguma forma, gentileza gera gentileza.

"Se te bate na face, dai a outra face" - Ele disse. E Ghandi o realizou.

Pode este mundo até ser de ilusões. Mas se for para semear, que seja amor. E o que é o amor, senão as bençãos oriundas das virtudes que podemos executar em terra?


....

domingo, 16 de setembro de 2012

das coisas que falam

Porque quando falamos,
são as coisas da terra que falam.
quando clamamos,
lastimamos,
rogamos,
ainda são as coisas da terra que falam...
quando calamos,
porém...
quando realmente calamos...
algo próximo ao sol que renasce,
efeito de fogo que queima,
como se tudo que terreno fosse,
morre ou simplesmente é deixado pra trás...
e então vivemos.

Que desse silêncio,
sejamos...
divinos.

sábado, 8 de setembro de 2012

do papel que enceno


Eu gostaria de encenar um papel. Mas eu não sei qual papel eu gostaria de encenar. Será que vou me lembrar, quando no palco, que não sou, de fato, o papel que enceno?

Acordei hoje sem saber, o que hoje então eu iria ser. Perguntei-me se minhas mãos iriam doer; se eu iria poder escrever. Perguntei-me se deveria malhar, ou se deveria insistir em estudar. Perguntei-me se saberia parar. Forte tristeza então me bateu. Quantos papeis de fato não sou, mas que ainda não sei deles sair....

Confesso estar difícil escrever. Confesso minhas mãos doem muito. Confesso que ainda sim vou malhar e confesso que ainda assim vou insistir em estudar... e que não sei se a tristeza vai sair, mas que estou bem, pronto e fim.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

quando sou humano


Coloco à prova minha razão de ser
Sempre que dela falo.

Toda expressão, sentimento, filosofia
Sempre falada,
Deixa de ser.

Sou o contraditório entre as palavras e as ações,
Sou parte da regra dos desencontros,
Parte da sede fina e humana.

Quando sou humana.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Now is the time- Hafiz

Now is the time


Now is the time to know
That all that you do is sacred.
Now, why not consider
A lasting truce with yourself and God?

Now is the time to understand
That all your ideas of right and wrong
Were just a child’s training wheels
To be laid aside
When you can finally live
with veracity and love.

Now is the time for the world to know
That every thought and action is sacred.
That this is the time
For you to compute the impossibility
That there is anything
But Grace.

Now is the season to know
That everything you do
Is Sacred

Hafiz

quarta-feira, 18 de julho de 2012

WHO am I?

-I-

I am the breathing and the heart beating.
I am the body totally relaxed, no resistance.

-II-
The here and the Now,
I am the soft that comes by breathing
When you let everything else go...

-III-

So new, I become,
and so strange is my body!
who putted those tensions here?

-IV-

Only when nothing has left
I am.

-V-
Breathe me.

From Jami...



Hidden behind the veil of mystery, Beauty is eternally free from the slightest stain of imperfection.  From the atoms of the world, He created a multitude of mirrors; into each one of them He cast the image of His Face; to the awakened eye, anything that appears beautiful is only a reflection of that Face.
    Now that you have seen the reflection, hurry to its Source; in that primordial Light the reflection vanishes completely.  Do not linger far from that primal Source; when the reflection fades, you will be lost in darkness.  The reflection is as transient as the smile of a rose; if you want permanence, turn towards the Source; if you want fidelity, look to the Mine of faithfulness.  Why tear your soul apart over something here one moment and gone the next? 
      Jami, translation by Andrew Harvey and Eryk Hanut - 'Perfume of the Desert'

terça-feira, 10 de julho de 2012

Tadaima

Itekimasu. Iterashai! Tadaima. Okaeri!

Grounding

Ground yourself.
With your hands and feets.
Take one step,
following your hit.
Breathe, a deep breath.
Slowly, don't speak.
Relaxing the body.
Go more deep...
There you are,...
Soft, silent and sweet...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

unless you stop, it´s unstopable!

All my destinations will accept the one is me
so I can breathe
Garanteed
- Into  the Wild

I can´t stay where I don´t belong.
But where do I belong?

It´s not about a place. Neither people.
I don´t belong in anywhere, but everything can be.

Is about this feeling. A peaceful thing inside all the crazy and madness. 
But it is - indeed, more than a feeling.
Is more than everything together, so how to talk about it?

I could run and run so I´d try to each it,
in fact, that´s what I have been doing all times,
I run from everything that seems not truth
and I fall in every dream possible in words,
and when I see, I am still running!
its unstopable!

unless you stop.
and just breathe
and just be.
and there, I belong.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

o mundo era o meu jardim, e eu fui brincar...

"Nada é mais doloroso do que vermos nossas ilusões descendo ralo abaixo, 
e também nada é mais maravilhoso que isso. " - Alika Finotti





É como uma desintoxicação de tudo que te deixa pra trás, pra baixo, sem rumo, sem retina, sem faro, sem tato. Sair de um vício. Forçando tua própria visão para ver, ainda que nublado, sem destino, sem certeza, Enchendo de ar o pulmão, mesmo que doa, e doa muito deixar tudo que conhece para trás. Aprendendo com o novo, o presente, dia a dia, trabalhar. Morrendo e nascendo... Cresce em si, algo de dignidade, de divino, de certo.Certeza de se apoiar em mais nada além disso. E o que vem e o que passa é também, então isso.


Sim sim sim, num suspiro, ilusões, fui descartando... uma à uma, como se jogasse purpurina e confete no ar, e fui atravessando tal passarela... 
eu via, eu via, eu via!!!,... via brilhar e colorir, um por um, tudo de apego que me tinha em desejo, ... quebrando máscaras desse mundo de sonhos, fantasias e canarvalhesco...

e então, quanto tempo eu tinha para tudo que ainda eu queria fazer, ah ah ah!!!!!!... O mundo era meu jardim... e eu fui brincar...



foto: Letícia Uto

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ando por onde as ruas são de água...

Ando por onde as ruas são de água e os carros são os barcos. Veneza, cidade-sereia, que canta cantos de amores e ilusões... Doce por onde confunde, doce-gelato, gôndolas e sermões. Labirintos, amores e caprichos. Gastará, porém com o doce, da água do mar. Ricos, mascaras, fantasia, arquitetura e poesia, vida imersa, no raso teor humano, por entre canais, palácios e canções. Da serenata que fica no ar, que inspira romanismo e beijo na boca. Veneza, mais que Bela! Romântica e mágica! Suntuosa e polêmica, com seus figurantes de máscaras e listrados... Um teatro em cidade, doce água do mar.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

São os traços..

São os traços.
Os traços nos rostos
que dizem tudo.

São laços,
laços de saudades,
de carinho,
de carisma,
de medo.

Traços de coragem
rotina,
semeio.

Escândalo interno
Vou correr, correr, correr,
e pular da mais alta cachoeira,
mergulhando mais fundo ainda,
e criando e quebrando asas,
a todo tempo,
aprendendo a costurar
com água, ar, suor e zelo.

Porque isso também vai passar.

Somos fatos,
instantes,
segredos.

Somos ato,
amantes.

Ser humano,
é ser o triste e o belo
da finitude,

porque logo acordamos,
logo é meio-dia,
e logo já é logo,
que passa,
e passa rápido.

São os traços,
os traços no rosto
dizem do teu vivido,
do seu divino.
humano, ser.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

quando o velho fica velho de vez

Eis tarefa que se é tarefa mesmo, é difícil.
Como voltar a si mesmo e não mais se reconhecer?
Não que seja ruim,
mas tudo parece novo de novo,
mais mais do mesmo,
mais do novo...
...same same...

Sou vulcão correndo pelos metrôs,
mas sou o sereno das seivas das bibliotecas,
não quero tocar o eco da solidão,
mas gente demais no barco afunda...

Vida simples que se mostra,
não tem porque desaparecer,
entrando no cotidiano,
fazendo o que se tem que fazer.
E por outro lado,
sou deslumbre...
à cada detalhe do dia que se põe,
da rotina que se faz,
da gorjeta do poeta..
vou cantando e saudando todos os deuses de quem sinto falta,
falta e presença que se faz na mera lembrança..

Doce apreço em solo amparo,
vou tentando organizar as idéias.
ainda que me peso humana,
sou sentidos, tatos e cantos.

Emociono ao ver o tempo passar nas expressões dos rostos.
Engraçado como tempos não voltam, mas não tem problema.
É uma saudade gostosa de um tempo bom que não sabíamos que viria.

Mas tudo isso é mais do mesmo
será isso envelhecer?
porque seria se está tudo novo?
- o que você vai ser quando crescer?

Então tarefa difícil é voltar a si mesmo e não se reconhecer,
não que isso seja ruim,
é mais do novo..
o velho fica velho, fica pra trás de vez,
nem lembrança nem eco, nem resto,
o que sou?

Mas eis que a arte perdoa,
reinam-se os prazeres diários,
meditação é ditar o presente no que ele simplesmente é...

Deus, como estou feliz agora,
que nem sei bem o que fazer,
rs,
então vamos trabalhar ;)
energia boa assim dá trabalho pra se manter,
tem que sorrir todo dia,
e todo anoitecer,
assim,
sorriso de graça,
sem preço, meditando, vivendo...
acontecendo a todo momento
em tudo que se tem que fazer...


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Como foi que fui parar nesse barco?

Remei, remei e remei, foi ao acaso, como fui parar neste barco? Tava ali dando sopa, Já era! Me pus à remar... UOUUH puta que pariu de ilha bonita! Era nuvem colorida, era sol que se escondia, era montanha que continha palmeiras que posavam ali, pronto pra foto! Só não trouxe a máquina! Que aliás deve estar no rio de janeiro ou por aí fotografando pelo mundo.... Ândale, ândalê, o sol hoje surgiu, raiou, pra variar, hoje sou andarilha, andarilhando, andarilhar. Pesquei um por do sol - QUE PÔR DO SOL!! Foi de matar! morri e nasci ao fim do dia,(re)nasceu andarilha! Esqueci quem eu era! Esqueci de respirar! RESPIRA MENINA! Quem falou? Bom dia, foi Fatihah!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

...

A humildade normalmente vem com bastante silêncio. Devo estar longe de ser gandhi se berro ao mais simples sinal de fome. ... Bom te ver, See you later...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Angkor

Ser humano é ser adaptável. Pode joga-lo onde for que faz a vida acontecer... Somos fome, sede e desespero. Em alguma medida, somos relações de força e competição de espaço. Se o discurso não nos emociona mais, mudamos. Pois que venha então o holístico.. Be a peacemaker. Emocionei-me aos pés dos monges e canto das crianças. Toda vida presente nos bosques, com porcos, cachorros, gansos.. A presença do divino deveria estar ali, pensei. Em toda tecnica de guerreiro se aprende a matar. Mas rogo pela simples invisibilidade... passo invisível aos olhos do inimigo e rogo pelo nascer do sol de cada dia. Paz divina, presença, inexisto e finalmente me sinto em casa comigo novamente ...Pedalarei o que precisar para sentir isso novamente... I'll be back... Gentileza gera gentileza... Be nice with them... It told me... He will be nice with them... So, observe it and learn with it... Be gentle... ....

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cachaças e Calissons...

Porque o homem é da terra,
sou costumes e tradições,
sou laços, mas também a ida
sou lições,
o sol grado e serra.

Parce que la vie est ici,
maintenant.
Nous sommes notre présent
on y doit bien profiter,
parce qu´il passe vite,
très vite,
ça va passer.

Porque levamos o que conhecemos
e deixamos o que queremos,
e não somos só o que sabemos,
assim verá quem é e não é,...
memorias de cachaças vêm
quando calissons conhecemos...

Parce qu´il n´est pas fini
Le monde entier existe 
c´est notre vie,
un melange de roses,
espoirs et chansons,
Alors, mon amour,
allons-y...

Por que de tudo que passamos,
memórias vivas se fazem ,
um aroma de vinho,
um pedaço de queijo,
um gole de guaraná,
rapadura,
pão de queijo....

profite-le bien,
le moment...
cela aussi va passer...

domingo, 15 de abril de 2012

a simplicidade reina a alegria

A simplicidade reina a alegria.
Na simplicidade reina a alegria.
A simplicidade reina na alegria.
E assim vai.

Estarei aqui vendo que está comigo,
observo todo instante,
raro e sincero.

Uma alegria singela,
sem aquela euforia desgovernada,
sem muito e sem mais nada,
o centro bom e perfeito,
que só consigo reinar em gratidão.

Paris, 15 de maio 2012
Com meu pai em Paris.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

tenho pensado que acho que nunca vou conseguir me acostumar com a morte alheia,
não quero nem ver quando for a minha.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vou fingir que não sei para o que a poesia é o uso

Vou fingir que não sei para o que a poesia é o uso.
Vou pretender que a vida e só a vida é o seu objeto.
Objetivo - qual além - de que dos sonhos a vida é o feto.
E da vida, os sonhos, domicílio.

Vou dizer - tal qual profano, soa a sorte.
O acaso construindo céu em versos,
poetisando montanha russa de sentimentos,
dizendo que são tortas linhas de Deus.

Então vou acrescentar açúcar ao bolo,
fazer soar doce aos ouvidos,
instigar o seu desejo com uma cereja
e findar por assistir o espetáculo.

Pessoa é o cara!

Quero ignorado, e calmo 
Por ignorado, e próprio 
Por calmo, encher meus dias 
De não querer mais deles. 
Aos que a riqueza toca 
O ouro irrita a pele. 
Aos que a fama bafeja 
Embacia-se a vida. 
Aos que a felicidade 
É sol, virá a noite. 
Mas ao que nada espera 
Tudo que vem é grato.


Fernando Pessoa

Pessoa, é o cara...


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
Fernando Pessoa

o blog está terminando em fr.

O endereço!
o endereço do blog se autoalterou!
De .br para .fr!!!!
que ousadia!

E agora?

e agora josé?
De tantos olhares no metrô
Restam incomunicáveis.
A não ser os loucos,
os que chamam atenção,

De tantos olhares no metrô,
sempre me surpreendo com a capacidade humana de introspecção,
sempre me surpreendo com a incapacidade humana de introspecção,
Pois os loucos, os que chamam atenção,
perderam-na.
Quem é, neste mundo realmente são?
O louco, que não aguentou sua própria solidão?

Ande de metrô o dia inteiro,
nem a paisagem ajuda, são túneis e mais túneis,
como se fôssemos toupeiras,
Toupeiras da tecnologia,
pois é, de fato, bem legal poder atravessar uma cidade sem trânsito.

Mas ande de metrô o dia inteiro,
veja se aguenta tanta introspecção,
veja se não dá vontade de gritar e explodir.

sábado, 7 de abril de 2012

eu não pertenço ao seu lado.
Vou deixar de estar.
Deixe-me ir,
deixe como está.
Porque pretendeu ser assim?
porque recusou-se de mim?
Eu não pertenço ao seu lado,
vou deixar de estar.
Deixe-me ir.
Deixe como está.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Saindo desse estágio pude testar novamente o que era companhia.
Lidar com sua cabeça dura e muita teimosia,
discutir pelo certo e errado, escutar a sinfonia,
e vamos rir, rir adoidado, também da minha teimosia.

domingo, 1 de abril de 2012

Queria escrever outra canção de amor. Hoje estou verdadeiramente com saudade de um tempo que não volta. Mas não ouso mais dar corda pra tanto desespero, e acho que aceito minha lição de paciência com zelo. Porque tudo vai passar. Isso também passa.

Outra de alika

Meu amor por você é como você quiser
por que você demorou tanto tempo pra me amar?
até sol já esqueceu o seu nome
o pulo da cama foi direto pro rio
o meio de vida simples foi o sonho

a radiação amoroso o seu património
refletiu na aranha que fez a teia no meio
libertando o seu lótus de mil pétalas
se abrindo bem na hora do recreio

a alegria garantida
na suavidade de entender o "eu sou"
uma corrida tão divertida
que faz a saída ser a entrada
e até amada ser substituída

meu amor por você é como você quiser

sábado, 24 de março de 2012

Sabotagem é quando você tem que arrumar o quarto, continuar treinando para falar francês em uma conferência, escrever uma tese, revisar um livro, ir à academia, ir à biblioteca, fichar livros, mas vocês está enrolando na cama, vendo the big bang theory, porque parece haver uma regra implícita e universal quanto à fazer nada sabado de manhã.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Minhas linhas agora são cortantes. Cansei de ver o mundo pelos seus olhos. Fica então, insuportável estar tempo demais perto de você. Vou cantarolando sozinha percebendo o efeito que o sol faz no corpo. Se eu chegar perto demais de qualquer ser humano, sua lógica entra na minha cabeça. Se eu chegar demais perto de qualquer música, sua lógica entra na minha cabeça. Se eu chegar perto demais de qualquer leitura, sua lógica entra na minha cabeça. Imagine você, o que os filmes e um cinema podem fazer comigo. É difícil deixar toda dor que vem passar. Acho que nenhum ser humano gosta de doer. Mas, novamente, os sado-ou-mado?-zoquistas, estão aí pra provar o contrário. Mas eu francamente não gosto de doer e nem fazer uma dor alheia. E irritantemente lembranças também são presenças. Temos um mundo inteiro dentro de nós. Presente, passado e futuro se encontram na representação que nossa imaginação é capaz de jogar captando os medos e os desejos que nossos corpos emitem, captando os medos e os desejos que os outros corpos emitem: se eu chegar perto demais de você, sua lógica entra na minha cabeça; se eu chegar perto demais de qualquer música, sua lógica entra na minha cabeça; se eu chegar perto demais de qualquer leitura, sua lógica entra na minha cabeça. Um mundo inteiro de filmes, pessoas, sonhos e cinemas podem fazer qualquer um se perder, pois no final das contas, não existe o "se encontrar", se vamos de acordo com o espaço-tempo que temos. Mas é claro que se ficar tempo e espaço demais em um lugar, você se torna aquele lugar. Somos um bolo de comportamento, o que você coloca na massa, vira bolo; o que você planta, vira árvore. Mas tem que regar. Toda sementinha tem que ser regada para se virar árvore. Toda louça só fica limpa se for lavada; todo quarto só fica organizado, se for arrumado. Para ser e não ser, é preciso ação. Meditação.

domingo, 18 de março de 2012

- é -

- 1 -
Um garotinho chacualha desesperadamente um mapa que tinha criado para tentar encontrar pistas sobre algo que seu pai talvez lhe teria deixado antes de morrer. Seu desespero, seus gritos, seu choro, sua raiva. He just can´t breathe... its too much.. Ele então explode numa crise sem zelo por si mesmo, sem escolha ou retorno a um estado anterior ao que se tornou. Obsessivo e ansioso, uma luta diária que só alimenta ainda mais dor, mais raiva, mais desespero.. Mas ao mesmo tempo, ir atrás daquele mapa, daquelas pistas e escutar todas aquelas histórias parecia-lhe a única chance de prolongar a memória do seu pai em si...

- 2 -
Meu corpo sente sua falta, minhas células precisam da sua memória. Quando você chegava e gritava, interagia com o meu mundo e eu simplesmente me sentia bem. Meu corpo sente falta de você, e por isso eu te liguei. "Porque você me ligou?". Meu corpo sente falta de você, ele me disse, precisava escutar a sua voz. E tudo passou a funcionar bem novamente. Sem mais frio no estômago e mãos geladas, sem mais medo paralisando cada segundo, quando então posso dormir em paz.

- 1 -
Um garotinho chacualha desesperadamente um mapa que tinha criado para tentar encontrar pistas sobre algo que seu pai talvez lhe teria deixado antes de morrer. Seu desespero, seus gritos, seu choro, sua raiva...tudo se espalha, os rasgos, objetos, brinquedos por uma catarse de si mesmo, pelo chão do quarto, pelas laterais da cama. Sua mãe, que então chora na cozinha, vem e lhe acolhe com seus braços, segurando-lhe. "Let it go". Tenta fazer soltar o mapa, tenta pegar-lhe os restos das folhas de papel de suas mãos, tenta soltar-lhe de todo aquele desespero, daquela dor, daquela tarde. "just let it go".

-2-
Lembrava, então que sua irmã te ligava todos os dias antes de dormir. E que então lhe perguntava: "porque você me ligou?"." Meu corpo sente falta de você, ele me disse, e por isso eu te liguei. Agora está tudo bem. Eu posso ir dormir." Como não consegue terminar de ler o seu discurso, suas palavras, um amigo toma-lhe o papel da mão e continua a ler. Lia seu desespero e sua saudade inestimável e incalculável, dor de ter que enterrar sua irmã.

-0-
Podemos até largar o mapa, deixar ir toda crise e objetos rasgados, jogados em meio de uma crise de si mesmo. Podemos deixar ir todo indício de crise. Mas e o sentimento? e quando nos pedem para deixar ir um sentimento? Um sentimento, diferente do mapa, não é objeto palpável. Difícil imaginar como simplesmente deixar ir um sentimento. Soltar. Porque antes, se um sentimento era incômodo, poderia-se ligar e dizer que está com saudade, poderia-se caminhar até aquela pessoa e lhe dar um abraço, passar tempo com ela. Pedir-lhe desculpas, conciliar, se por acaso houve algum desentendimento. Se esforçar para entender o próximo e fazer-lhe sentir-se bem também.. Mas quando isso não é mais possível, porque a vida simplesmente segue, e é assim...

Parece que o sentimento é assim... faz o nosso corpo funcionar de um certo jeito porque tem algo conectado a ele, como o amor à alguém. Sua interação com aquela pessoa é o combustível para o que você é nesse sentimento.. Sem o combustível, seu corpo passa a funcionar diferente, e isso pode não te agradar.... você sente falta... lhe falta o fôlego... lhe falta a lógica das coisas...

Bem é verdade, não podemos ir dormir com raiva de ninguém, amanhã ninguém nunca sabe.. Curto é o momento que eu tenho com você - sempre o foi. Nunca somos a mesma pessoa por muito tempo. As coisas vão mudando, e de um jeito ou de outro, as coisas nos afetam. Essa saudade é tão parte de mim quanto meu estômago.. Mas quero sentir algum bem, apesar de toda essa tristeza..acho que é assim... quando nos cansamos de esbravejar, a gente deixa ir, mais isso não significa que vai passar... também não significa que não vai passar... as coisas nos afetam e a gente muda o tempo todo...

Ninguém nunca tá preparado pra essas coisas, a gente simplesmente segue andando...é aprender sobre si mesmo a todo momento, se esforçar para que seu corpo vibre em bem estar...Às vezes é preciso chacualhar o corpo para que as coisas se soltem da gente. Às vezes é preciso gritar pra soltar toda aquela raiva... se esforçar pra se sentir bem de diferentes maneiras tanto quanto possível ..até que não haja esforço e seu corpo simplesmente é...

Um centro onde se pendula entre as coisas, entre  alegrias e tristezas... entre sentimentos...entre sensações... entre coisas... seria o -é-... uma possível noção zen da existência...

segunda-feira, 12 de março de 2012



Coisas humanas são assim. Quando você é nascido um homem bom, e se torna inevitavelmente mentor e protetor de todos a sua volta. Porque você os ama.

Mas coisas humanas são assim. Seres humanos eventualmente são cheios de falhas. Em meio a tantas decisões, talvez você falhou em cuidar do irmão mais novo, talvez foi incapaz de ajudar o pai alcóolatra, e não pode ajudar sua mãe doente. 

Em meio a tantas decisões, você foi incapaz de ficar com seu irmão mais velho, separar seu pai alcóolatra, teve que tirar sua mãe dali. Mas foi incapaz de lhe salvar a vida. 

Inútil esbravejar contra coisas humanas. Elas levam sua mãe doente, seus amigos em guerra, seu pai em álcool. Separam seu irmão. Mas você é nascido homem bom, por mais que quisesse, por mais que se julgue incapaz de não perdoar, de dizer que não importa, que os tempos são outros, é incapaz de não amar. Quando você é nascido um homem bom, pode esbravejar o quanto quiser, ainda os ama, os ama incansavelmente.


sábado, 10 de março de 2012

me cante uma canção de amor.

Somos todos poças de ilusões.
pois até os homens cantam de amor,
sem, no entanto, amar.

Ilusão é assim
sabor de prosas cantadas,
sabor de boas lembranças.

É como apreciar as estrelas,
se apegar no encanto de algo que não existe.

Não é que eu esteja no gosto do amargo,
para ficar falando de desilusão.
Mas de todas as canções de amor,

até os homens cantam de amor,
sem, no entanto, amar.

...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Paris paris paris, cidade de pérolas raras

Devo estar de tpm para me emocionar tanto assim com o canto de passarinhos na minha janela parisiense.  Nostalgia e talvez saudade de minha janela brasileira, de onde minha-terra-tem-palmeiras, de onde escandalosamente cantam os sabiás; os periquitos, os papagaios e as galinhas-da-angola da minha mãe.

Talvez nem seja tanto tpm assim,... escutar um passarinho cantarolando em um jardim em meados de março em Paris é raro. Raro pelo frio de março que normalmente espanta os passarinhos. Raro pelos jardins que normalmente não tem em Paris, que se os tem, não são tão silenciosos assim para se escutar passarinhos. Paris, Paris, Paris. Cidade de pérolas raras.

Amador.

Será que amadurecimento condiz?

Se falo da maestria de driblar nessa vida
tudo que me põe pra baixo,
sem me apegar demais
à tudo que me põe pra cima

o meio termo sem ser indiferente
sem ser passageiro
de um mundo sem destinos.




terça-feira, 6 de março de 2012

Por "Ricado Faria C. T."


Ontem finalizei a restauração desse som antigo. Eu já tinha feito à maioria das peças que ainda faltavam, mas restavam adiados alguns detalhes complexos. Comecei na sexta, logo depois de receber a notícia de que o Felipe tinha sofrido um acidente na escalada do vulcão Villarrica, no Chile. Na véspera, na postagem que ele fez no FB, soube que ele tinha alterado seus planos de viagem. Dei uma risada, junto com uma reflexão – esse menino, que ainda me chamava de “tio Ricardo” com sua voz grossa, estava ganhando o mundo. Antes eu ficava preocupado com os passeios de bicicleta que ele e meu filho faziam aqui por Brasília, ou de tê-los que buscar em uma lan house, de madrugada, depois de uma maratona de games. Mas vem a notícia de alguma coisa séria aconteceu, seguida da busca incessante por informações... e uma grande angústia! Mergulhei nesse trabalho como forma de pautar a espera por novas informações, e, entre um furo aqui e um corte acolá, imaginava o quanto o Felipe iria gostar de ver o resultado. No final da tarde, foi postado que seu corpo havia sido encontrado. Uma tristeza sem fim nos massacrou. Um grande desespero que só foi aliviado pelo desmentido que se seguiu, que encheu todos nós de otimismo. Mesmo assim, ficou a agonia de saber que as buscas haviam sido suspensas graças ao mau tempo. Sua máquina fotográfica foi encontrada, dando uma indicação do percurso do deslizamento. Nela já havia o registro da conquista do cume do vulcão. No sábado pela manhã as condições meteorológicas amainaram. Para todos nós, refeitos de esperança após o choque da véspera, parecia uma questão de tempo até que se desse o resgate. Os meninos ficaram concentrados na casa do Thiago, numa torcida para que isso se desse logo, para tê-lo de volta entre eles, narrando cada detalhe desta aventura. Conforme o tempo vai passando, e vão brotando num ritmo frenético manifestações na página do Felipe, todas repletas de carinho, afeto e fé ... fé que a qualquer momento traga a confirmação de que ele foi encontrado. Quem sabe um pouco arranhado, escoriações, até mesmo alguma fratura... mas não foi assim. E nós, que vínhamos convivendo com a ansiedade da luta contra o tempo, passamos a experimentar todo absurdo que o destino é capaz de criar. Quis brigar com Deus, mas ainda tenho questões em aberto a esse respeito. Entendo que, se ele criou a vida, assim como a morte, não anda com um caderninho controlando o próximo evento de nossas vidas. Quis então brigar com a natureza, na qual o principal corolário é de que nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Logo descobri que também é o caminho errado, pois, no amor e no afeto, tudo se cria, tudo se perde, e o que se transforma nem sempre é o que se quer. Resta agora um grande vazio, o vazio do amanhã, absoluto e imutável, mas que hoje é repleto de lembranças, carinho, afeto e muita, muita saudade. Portanto, Felipe, onde quer que você esteja, certamente também está em nós, hoje numa forma de lembranças sempre alegres, mas que doém, dóem infinitamente.
https://www.facebook.com/ricardofct.

Revolta contra a morte de um amigo meu


- Sempre me revolto com minha incapacidade de te acolher. De permanecer em distância. De não chegar mais perto. Pois eis que almejo sua companhia. Mas somos tão... sós, ..sós em nós mesmos, não é mesmo? ... talvez então, que venham as músicas sertanejas,... vamos pegar o primeiro avião, com destino à felicidade.... Vem pra cá, eu vou pra aí. A gente deixa orgulho e falta-de-tempo de lado. Daí, eu já te encontro, não é mesmo?

Pois de tudo que me revolto, creio que perder amigos é o pior. É quando uma realidade se desfaz por completo, e solidão se torna tão real quanto dela falávamos.

Hoje um amigo morreu. Não compreendo exatamente o quanto isso vem me afetando. Era amigo distante, mais amigo de um amigo meu. Sofro pelo sofrimento de meus amigos que perderam um amigo, desses que perderam na verdade, um irmão querido; um irmão muito, mas muito querido. Sofro pela morte de um amigo meu. E não compreendo exatamente o quanto isso vem me afetando.

Tenho pensado e chorado bastante. Não são bem questões ligadas à Deus e à eternidade das coisas. Mas triste é saber que amigos morrem. Que amigos de amigos da gente morrem. E a gente não pode fazer nada.

- Daí revolto-me com a minha incapacidade de poder te acolher. De ter que permanecer à  distância. De não poder chegar perto e te abraçar, te dar aconchego e muito carinho. Mas somos tão... sós, sós em nós mesmos, não é mesmo? Talvez então que venham as músicas sertanejas,... vamos pegar o primeiro avião, com destino à felicidade. Vem pra cá, eu vou pra aí. A gente deixa orgulho e falta-de-tempo de lado. Daí, eu já te encontro, não é mesmo?

Hoje um amigo morreu. Sofro pelo sofrimento de meus amigos que perderam um amigo. Sofro pela morte de um amigo meu. E não compreendo exatamente o quanto isso vem me afetando.




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

vamos falar sobre o tá ameaçando, sobre o nome rolando, gerundio do verbo rolar

Quando pararmos o tempo novamente, vai ser extraordinário.
Discutiremos em cima do carro, sobre as estrelas,
sobre Brasília vista do alto,
a cidade parece até menos corrupta quando só luzes.

Quando pararmos o tempo novamente,
vai ser que nem aprender cavalo de pau em celta velho,
e aprender sobre tudo de física que eu te perguntar,
sobre os reflexos da lua na água e o barulho do atrito.
Porque nesse tempo, de algum modo
nada se perde nada se cria, tudo se transforma.

Quando pararmos o tempo novamente,
vamos atrás de uma bateria barata,
e escutar histórias malucas da vendedora,
de tudo que mais sem noção possível,
provavelmente vou falar sobre todos os mesmos nomes de sempre
que nem interessa tanto mais,

vou torcer para que eu pare com minhas histórias perdidas,
vou desistir de tentar controlar o mundo,
e vamos dançar forró na 3a ponte,
com mais 4 à 5 primos, primas e irmãos,
em uma noite onde se esqueceu a identidade.

claro que vai ter meu discurso sobre adiar a passagem.
- às vezes funciona,
afinal, time stand still.

Quando pararmos o tempo novamente
vamos brindar a ice de cada dia
e a garrafa azul de vodca que quebrou
"-à garrafa azul de vodca"
garrafa que a gente ainda nunca brindou,

hope so..
cause I miss you right now.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

the only exception - Paramore



"When I was younger I saw My daddy cry and curse at the wind. He broke his own heart andI watched as he tried to reassemble it. And my momma swore that she would Never let herself forget. And that was the day that I promised. I'd never sing of love if it does not exist
But darling...
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception..
- tava escutando essa musica quando soube do nascimento do meu lindo sobrinho...A música encaixou como uma luva...my litlle exception. :)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quero a vida mais leve.
Me soltar de tudo que é passado
e me alegrar com o presente.
Manter-me erguida,
Ignorar frustrações,
Respirar descontraída,
Ficar bem quieta e contente.

Deixo escorrer pelas mãos,
Os sonhos que se tornaram pesados,
Quero respirar em paz.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

dance, Forest, Dance!

Poderia ficar aqui o dia inteiro, dançando na rua, dançando na chuva vendo a rua passar. Bendita a hora que resolvi comprar esses fones de ouvido, me seguem cantando onde quer que eu vá. Danço o seu passo. Me recordo que sou desse mundo quando percebo que tem alguém me vendo dançar. Não sei se paro fingindo que sou tão séria quanto o meu redor ou se danço no ritmo que a rua e a chuva pedem. Basta escutar. Misturo gotas, pingos e notas. Sons e buzinas, passos. Ainda bem que não posso cantar. Senão pareceria três vezes mais doida. Mas tenho a certeza que meus passos são discretos, é o ritmo que chama atenção. Uma marcha diferente. Coloco a vida num musical.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Metrô, bebês e cães. Hoje eu quis escrever um livro.

Caminhar e ver meu reflexo na poça d´água por onde eu passo. Ver que sou cores num monte de cinza em Paris. Da ausência que refletem os distraídos no metrô, fico olhando, observando, será que eles nem se dão conta de que estão sendo observados? Tão fechados em seus próprios mundos. Todos tão fechados em nossos próprios fones de ouvidos. Fecho os olhos brevemente para saber se é um sonho. Sonho que segue com minha trilha sonora vida. Sinto que sou eu quando respiro. 

Hoje eu quis escrever um livro. Para desenvolver todos esses personagens que observo. Um dia, talvez. 

Porque os bebês e os cachorros são tão fofos? Será mesmo que acordam aquele mundo de inocência em nós dormindo? Crianças são mais próximas do mundo animal do que nós. Seguem mais pelos sentidos, pelo tato, contato, reação, emoção, vontade. Vendo como somos no metrô, é evidente o como, de uma maneira geral, vamos esquecendo de usar os sentidos. Teoricamente sequer precisaríamos olhar para os dois lados ao atravessar a pista, basta prestar atenção no barulho dos carros. Mas instinto que é instinto sempre acorda ao ver uma bunda bonita passar.

E os cachorros são como são. Sempre me pergunto porque gosto tanto assim de cachorros. Sempre me comovem. De um jeito, ou de outro. Adoro também observar como parecem com seus donos. Na França, vários mendigos tem cachorros. São fieis de seus donos, os seguem, obedecem e os protegem. É mesmo algo incrível de se observar. Hoje tinha dois filas acompanhando um mendigo num metrô. Eram enormes. Quase parei para brincar com eles, que por sinal também quase pararam para brincar comigo. Somos espelhos, ambos hesitamos e seguimos nossos caminhos. Os cachorros tem essa capacidade de ser espelho do meio, pelo menos de forma aparentemente mais evidente do que nós. Ou não. Mas isso acontece correntemente. É um bom dado sobre como o meio é. Penso nos vira-latas do Brasil, realmente deixa uma análise assim um tanto quanto indefinida.

Saudade da Athenas. A cachorrinha mais esperta que meu pai arranjou. O Petrukio é, claro, o mais fuçoso. Mas a Athenas é de fato bastante curiosa. Lindo foi o dia em que finalmente deixou eu brincar com ela. E depois nunca mais parou, rs. 

Mas voltando a idéia do livro. Vai ser assim, cheio de aventuras. Personagens que mesclam essa vida entre reflexos dos meios, das coisas, dos sentidos, da vida, enfim. Indefinido assim, por isso que é capaz de ficar só na idéia.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Onde está o poeta?

Toc, toc, toc?

Onde está o poeta?
inspiração minha,
paisagem inestimável?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ando flutuando por aí

Ando flutuando entre poças e calçadas.
Imaginando que do outro lado tem um mundo.
que do reflexo, existe o todo.
que o Todo é outro lado de uma outra vida.
e que para esse reflexo, sou eu o espelho.

Ando flutuando entre escadas e metrô.
Fechando meu mundo com fones de ouvidos,
sendo as estações e as músicas que passam por mim.

Ando flutuando pelo ar infindável,
correndo, andando, dormindo.
Ando flutuando por aí,

no bem estar das coisas da vida,
na trilha sonora dos meus momentos.
Ando flutuando por aí.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Destrutivo não é a saudade do que me mata,
Mas a falta que faz ser quem sou
Do que sou, é tudo a minha volta
Destrutivo é tudo o que não sou.

Posso dizer-lhe palavras de força,
De quem sabe, assim não é.
E darei-lhe mil exemplos do que deu certo,
Mas a mim, devo deixar de existir.

Sou só sobra de fé que não desiste.
De rezas e esperanças que persistem.

Onde foi de novo que me perdi?
O caminho é mesmo algo sem extremos

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Vou colocar o meu pedido de socorro numa garrafa e jogar no mar.

Tem uma idéia melhor?

Então me ajuda a ignorar toda instabilidade que parecia só me esperar na porta do aeroporto.

E tanto eram os votos de que vai dar tudo certo,

E tanto são as esperanças de que vai dar tudo certo.

E tanto já está dando certo!

O que tá errado então?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Entre jogos e espinhos, bendito  o dia que escolhi voltar.
Sem olhar para trás, seguindo em frente, escolhi voltar.
Soube errar e perder, venci, escolhi voltar.

Tudo que é natural, tece simples, natural.

É sem erro.

Agora quero ver partida sem nó na garganta.
Que dó, que erro,
lógico que vai doer.