Tão sempre me falta palavras pra tentar dizer....
...
... o quanto existo,
no quente do frio,
contraste dos passos
espaço entre a jaqueta e o ar...
...E a chuva vem parecendo testar
se ainda quero falar ou escutar
meu guarda-chuva rosa lhe brindar as boas vindas.
...E o vento vem parecendo testar
se meus pés ainda estão no chão,
quando já confundo-me com esse calor
que o frio me gera,
....
...toc, toc, toc, toc,...
...e eu que pensava que em bota fechada não entrava água...
...Apenas porque queria ler, sem maiores pretensões...
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sábado, 30 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Barrigada, dá-lhe academia!
Tem que dar prioridade e humildade!!!!!ora bolas, essa mania de não saber separar o que é seu, o que é meu!...Barrigada, dá-lhe academia! Corra corra!!! Corra pra não cair na fadiga de ter que dar prioridade a todas as prioridades que te demandam, e que não as suas!!!! Cansa-te tua solidão, é bem essa cansa, mas cansa-te mais ainda a solidão dos outros!!! Complicada essa né!?
Dramas dramas dramas!!! Resolva, e pronto, chega! que mundo pequeno é esse seu? deve ser tão pacato consigo, tão sem saber quem realmente é, que pra não precisar responder, faz muita tempestade, pra quem sabe assim a neblina resolve?! ora bolas e desde quando obscurecer é resolver as coisas?????? chega de drama!!!
Já dizia Dalai Lama, e olha que o cara é Mestre! Se tem um problema e tem solução, então não tem porque se preocupar!!!!!! SE tem um problema, mas não tem solução! ENtão não tem por que se preocupAR!
Ora! E não vá perder a vida inteira tentando controlar tudo!!!!!! até mesmo porque não dá pra controlar tudo!!!! quanta pretensão!!! controlar é querer que seja do seu jeito, mas as coisas são do jeito que são! ...pode entender como funciona, e pode sem preconceitos, entender sempre e sem medo, mais de si....É isso mesmo, é entender como funciona e ser feliz, é que nem propaganda de absorvente, ser Livre, Leve e Solta! Deve ser uma mistura de ligue-o-foda-se-e-seja-feliz com leve-a-vida-mais-leve!!!!! Será quando afinal vai entender????Já são 5 pros trinta!!!!!!
E eu que pensava falar da vida alheia, olha sóóóoo, olha aíiii... tava era falando de mim também hehehe... que coisa....por isso eu digo que é melhor pensar menos e respirar mais!!!!
Respirar mais e pensar menos! Ta aí !! legal, gostei!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
...Desce, Petrúkio, desce!
Quero vir aqui desprender-me desse objeto, que sou eu,
não falar mais de saudade, não falar mais de desgasto, do calçado de meu desespero
de querer colo, casa, comida e roupa lavada.
Passa tudo passa,
instantaneamente.
Sou um som constante e berrante,
sonolentamente,
vago por aí...
Eis que nasce um novo eu
à maestrar tantas informações do eu que quer me cercar,
veja bem,
abra os olhos.
...
mas ainda quero o colo, o barulho,
o bom dia, não pule na cama, desce Petrúkio.
Desce!
não falar mais de saudade, não falar mais de desgasto, do calçado de meu desespero
de querer colo, casa, comida e roupa lavada.
Passa tudo passa,
instantaneamente.
Sou um som constante e berrante,
sonolentamente,
vago por aí...
Eis que nasce um novo eu
à maestrar tantas informações do eu que quer me cercar,
veja bem,
abra os olhos.
...
mas ainda quero o colo, o barulho,
o bom dia, não pule na cama, desce Petrúkio.
Desce!
Da Força Amiga - poesia de Alika Finotti
Da Força Amiga - poesia de Alika Finotti
Sob o sol
Tudo é claro
Cá está
A cor perdida!
Nunca se perdeu
Que está dentro
Mas cá está
A luz
Única redenção.
Do repouso ardente
Sob o pai feroz.
Uma favorita no estéreo
Poucas perguntas
O poder
É certeza cega
Tateando
As esquinas cúbicas
Da perdição cinzenta.
Sob o sol
Mais sol
Fogueira
Brasas de mim
Velas incenços cachimbos
Todos os sóis do homem sob o sol!
O Rei
Grita quieto
Ouço seu berro:
Vinde a mim!
Vinde ao oráculo solar!
Ouçam o que tenho a dizer!
Mas cá:
Cá no trópico
Cá no matagal labiríntico
Cá nos meus domínios,
Vinde mais vinde bravo
De braba bravura
Sob o compasso
Rígido!
Ouçam!
Filhos da terra e da água,
Ouçam o que diz a grande voz
Do silêncio violento
Da cintilância violeta:
Cá
Cá estás forte!
Cá tens todos os amigos
E também os melhores inimigos.
Olha-me de frente -
Não tema a dor
Beba o trago restaurador
E da novidade -
Do enlace
Que se já desenlaça
Leva o fogo
No peito e no ventro
E rodopia
Rodopia:
Entenderás.
Sob o sol
Agora bebo
E o pássaro
Inflamado
Abre seu primeiro vôo
Sob o sol
Tudo é claro
Cá está
A cor perdida!
Nunca se perdeu
Que está dentro
Mas cá está
A luz
Única redenção.
Do repouso ardente
Sob o pai feroz.
Uma favorita no estéreo
Poucas perguntas
O poder
É certeza cega
Tateando
As esquinas cúbicas
Da perdição cinzenta.
Sob o sol
Mais sol
Fogueira
Brasas de mim
Velas incenços cachimbos
Todos os sóis do homem sob o sol!
O Rei
Grita quieto
Ouço seu berro:
Vinde a mim!
Vinde ao oráculo solar!
Ouçam o que tenho a dizer!
Mas cá:
Cá no trópico
Cá no matagal labiríntico
Cá nos meus domínios,
Vinde mais vinde bravo
De braba bravura
Sob o compasso
Rígido!
Ouçam!
Filhos da terra e da água,
Ouçam o que diz a grande voz
Do silêncio violento
Da cintilância violeta:
Cá
Cá estás forte!
Cá tens todos os amigos
E também os melhores inimigos.
Olha-me de frente -
Não tema a dor
Beba o trago restaurador
E da novidade -
Do enlace
Que se já desenlaça
Leva o fogo
No peito e no ventro
E rodopia
Rodopia:
Entenderás.
Sob o sol
Agora bebo
E o pássaro
Inflamado
Abre seu primeiro vôo
terça-feira, 12 de outubro de 2010
efemerização
A vida se torna efêmera,
No momento em que a gente se dá conta dela.
Exatamente quando cai a ficha,
Quando vem uma crise de fim de adolescência,
De que não somos os donos do mundo.
Então os arquétipos vão aos montes,
Desde o tô-nem-aí ao exageradamente-preocupado,
Fobias humanas, ilusionando e tapando os olhos com o medo,
Quando achamos tanto que sabemos das coisas,
Que deixamos de aprender um pouquinho mais sobre nós mesmos,
E sobre o que poderíamos fazer para o mundo.
Mas a gente já sabe que a vida é efêmera
E que foi ainda muita sorte permanecer criança,
Seja por ter vivido a infância descobrindo,
Seja por querer ainda descobrir o quão mais de efêmero
Tem nessa eternidade da vida humana,
Porque quando descobre e vem à luz,
É que nem o parto que trouxe ao mundo,
Deixando o mundo antigo para trás,
E nada é como antes,
O choro anuncia a mudança,
Não somos mais os donos do mundo.
E a sacada vem quando entendemos,
Que nunca fomos e nem nunca seremos.
Mas a gente sabe que a vida é efêmera,
E que foi muita sorte ainda permanecer criança,
Cada mundo novo uma nova surpresa, uma nova saudade,
Como um processo eterno de efêmerização
Do processo de tomada de consciência das coisas.
No momento em que a gente se dá conta dela.
Exatamente quando cai a ficha,
Quando vem uma crise de fim de adolescência,
De que não somos os donos do mundo.
Então os arquétipos vão aos montes,
Desde o tô-nem-aí ao exageradamente-preocupado,
Fobias humanas, ilusionando e tapando os olhos com o medo,
Quando achamos tanto que sabemos das coisas,
Que deixamos de aprender um pouquinho mais sobre nós mesmos,
E sobre o que poderíamos fazer para o mundo.
Mas a gente já sabe que a vida é efêmera
E que foi ainda muita sorte permanecer criança,
Seja por ter vivido a infância descobrindo,
Seja por querer ainda descobrir o quão mais de efêmero
Tem nessa eternidade da vida humana,
Porque quando descobre e vem à luz,
É que nem o parto que trouxe ao mundo,
Deixando o mundo antigo para trás,
E nada é como antes,
O choro anuncia a mudança,
Não somos mais os donos do mundo.
E a sacada vem quando entendemos,
Que nunca fomos e nem nunca seremos.
Mas a gente sabe que a vida é efêmera,
E que foi muita sorte ainda permanecer criança,
Cada mundo novo uma nova surpresa, uma nova saudade,
Como um processo eterno de efêmerização
Do processo de tomada de consciência das coisas.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Chá marroquino
Já não é mais uma questão de descobrir quais ingredientes acrescentar,
se o arroz sai salgado demais,
ou joga-se fora, ou a pressão fica alta.
Porque o trem é assim mesmo,
a vida passa
e se não prestar atenção a louça acumula,
e ainda corremos o risco de se acomodar nos copos descartáveis...
É habituar-se até acostumar,
mas não vá perder o rumo
para não virar o hábito...
E vamo indo, assim mesmo, vai que dá,
até mesmo porque
as malas parecem o próprio símbolo de poder sempre ir embora...
O vento trás a poeira,
mas também refresca e renova o ar,
e atenção ao chão, saiba onde pisar,
mantenha a guarda e saiba aproveitar,
que s´en fiche la parole,
chá marroquino, ora bolas,
quando mais senão agora será?
se o arroz sai salgado demais,
ou joga-se fora, ou a pressão fica alta.
Porque o trem é assim mesmo,
a vida passa
e se não prestar atenção a louça acumula,
e ainda corremos o risco de se acomodar nos copos descartáveis...
É habituar-se até acostumar,
mas não vá perder o rumo
para não virar o hábito...
E vamo indo, assim mesmo, vai que dá,
até mesmo porque
as malas parecem o próprio símbolo de poder sempre ir embora...
O vento trás a poeira,
mas também refresca e renova o ar,
e atenção ao chão, saiba onde pisar,
mantenha a guarda e saiba aproveitar,
que s´en fiche la parole,
chá marroquino, ora bolas,
quando mais senão agora será?
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
soit ravie c´est la vie :)
chaque demi heure
oui,
le temps n´est pas le même.
On peut avoir ce qu´on veut....
moin le temps.
On dit soit le temps,
on dit soit la vie,
on dit soit le moment,
mais,
ce que je veuille
c´était prendre le temps
pour moi même,
je toujours voudrais ça
prendre le temps moi même!
mais non,
on dit
laissez faire,
laissez passer,
et soit ravi(e)
c´est toujours la vie...
oui,
le temps n´est pas le même.
On peut avoir ce qu´on veut....
moin le temps.
On dit soit le temps,
on dit soit la vie,
on dit soit le moment,
mais,
ce que je veuille
c´était prendre le temps
pour moi même,
je toujours voudrais ça
prendre le temps moi même!
mais non,
on dit
laissez faire,
laissez passer,
et soit ravi(e)
c´est toujours la vie...
Comovidamente
Como a vida mente
Mente comovida,
Vida Comovente.
Como vida e mente.
Comovente a vida
Vida como mente.
Comovida a mente,
Mente como a vida
Vida comovente.
Comovidamente.
Mente comovida,
Vida Comovente.
Como vida e mente.
Comovente a vida
Vida como mente.
Comovida a mente,
Mente como a vida
Vida comovente.
Comovidamente.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
E não raro é
A força e a verdade me rondam,
e eu - que rondo a força e a vontade,
sigo.
Quando consigo deixar o silêncio entrar,
que paz.
E que raro.
Não raro é,
porém,
a incessante e inquietante mente,
me consumindo tempo, contexto, força e verdade,
e vontade.
Ah, ainda guerreando em mim mesma,
por vezes consigo, ora tregua e ora vitórias,
quando me vêem as árvores, o vento...
ah,.. ainda assim,
que saudade de mim mesma;
e eu - que rondo a força e a vontade,
sigo.
Quando consigo deixar o silêncio entrar,
que paz.
E que raro.
Não raro é,
porém,
a incessante e inquietante mente,
me consumindo tempo, contexto, força e verdade,
e vontade.
Ah, ainda guerreando em mim mesma,
por vezes consigo, ora tregua e ora vitórias,
quando me vêem as árvores, o vento...
ah,.. ainda assim,
que saudade de mim mesma;
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
catch!
Na primeira pausa, deixei os livros no chão,
subindo não sei quantos andares,
prateleiras e mais prateleiras,
pó atrás de pó,
atrás de espirros e mais espirros.
Tinha deixado anotado,
tinha que estar ali,
podia jurar!
mas não,
não existia no dicionário.
Foi então que parei de novo,
já não podia resgatar mais tantas memórias,
não tinha mais espaço,
não tinha mais onde por.
Sentei.
Fiquei, então, assistindo a prateleira,
livros, pós, poeiras e memórias,
catálogados à cores,
organizado por vidas,
assisti uma a uma,
sem ainda esquecer,
no entanto,
a palavra que vinha a procurar.
Deixei de lado então a segunda pausa,
livro por livro, cantando nota por nota,
sem mesmo palavras, tua lágrima me veio no ar.
Catch!
subindo não sei quantos andares,
prateleiras e mais prateleiras,
pó atrás de pó,
atrás de espirros e mais espirros.
Tinha deixado anotado,
tinha que estar ali,
podia jurar!
mas não,
não existia no dicionário.
Foi então que parei de novo,
já não podia resgatar mais tantas memórias,
não tinha mais espaço,
não tinha mais onde por.
Sentei.
Fiquei, então, assistindo a prateleira,
livros, pós, poeiras e memórias,
catálogados à cores,
organizado por vidas,
assisti uma a uma,
sem ainda esquecer,
no entanto,
a palavra que vinha a procurar.
Deixei de lado então a segunda pausa,
livro por livro, cantando nota por nota,
sem mesmo palavras, tua lágrima me veio no ar.
Catch!
domingo, 3 de outubro de 2010
Toda luta - by Patrícia
"Toda luta"
De Patrícia Ribeiro Vieira
"É sempre contra a insanidade dos dias,
Que como braços que furam a água ao nadar,
Pensamentos flechas cortam a dinâmica do ar:
à busca incessante da sanidade comum.
Do que seja cortante o suficiente para distinguir
as frases, momentos e culturas.
Um esforço que consome o brilho interno,
No brilho reflexo de achar não obviedades,
Quando tudo o é raro, tem face de raso e óbvio.
Como que espancar camadas de ar espesso,
Perpassando-a com cordas justas de retesa:
A realidade tão fosca que prende os pequenos na fome.
Que do meu sonho, eu nunca me desconcentre.
Mas que descrente eu me faça de tudo que me afasta Dele.
Por uma nova cultura de comum.
Por novas poesias de vida."
De Patrícia Ribeiro Vieira
"É sempre contra a insanidade dos dias,
Que como braços que furam a água ao nadar,
Pensamentos flechas cortam a dinâmica do ar:
à busca incessante da sanidade comum.
Do que seja cortante o suficiente para distinguir
as frases, momentos e culturas.
Um esforço que consome o brilho interno,
No brilho reflexo de achar não obviedades,
Quando tudo o é raro, tem face de raso e óbvio.
Como que espancar camadas de ar espesso,
Perpassando-a com cordas justas de retesa:
A realidade tão fosca que prende os pequenos na fome.
Que do meu sonho, eu nunca me desconcentre.
Mas que descrente eu me faça de tudo que me afasta Dele.
Por uma nova cultura de comum.
Por novas poesias de vida."
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
verdades.
se qualquer palavra
inventada pelo homem
exprime verdade,
verdade é que
falamos aqui de uma verdade
inventada pelo homem.
que verdade conhecemos senão,
então,
aquela(s) que criamos?
assim como o seu feio e bonito,
plano,reto,rondondo...
mas que assim seja,
arte.
inventada pelo homem
exprime verdade,
verdade é que
falamos aqui de uma verdade
inventada pelo homem.
que verdade conhecemos senão,
então,
aquela(s) que criamos?
assim como o seu feio e bonito,
plano,reto,rondondo...
mas que assim seja,
arte.
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