...Apenas porque queria ler, sem maiores pretensões...
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sábado, 29 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Os Ombros Suportam o Mundo - Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
domingo, 23 de janeiro de 2011
..
Alika diz:
keep the good memories, toss the rest
we gotta do what we gotta do....
querida, amada
quero te desejar uma otima viagem
cheia de saudades gostosas
afinal, tbm, nunca´e ruim ter algo bacana pra sentir falta ne
provavelmente nos falamos só quando vc tiver pela frança ja
Gabriela diz:
porque?
Alika diz:
tou pelo interior até terça
Gabriela diz:
poxa, eu já to com saudade
ei,, obrigada demais, nao sei se sabe o efeito do que falou, por mais cliche que seja, obrigada demais
Alika diz:
eu que agradeço
ha muitos anos entendi que os cliches costumam ser imensamente verdadeiros
(se não forem tratados como cliches, claro)
Gabriela diz:
pergunto : dá pra fugir dessa saudade que se faz de coisas ainda tangíveis mas que logo escapam às mãos ?????quero tanto tanto correr tanto não doer ... q desespero
(e por isso, nao os vi como cliclês tb gosto da beleza deles, )
Alika diz:
woody allen falou sabiamente: o romantismo só existe numa relação que não se concretiza
evite idealizar o todo a partir da parte
curta oq foi curtido
nunca se sabe tbm, ate quando o ouro ia brilhar
Gabriela diz:
apego né, eita veneno humano que sabe entrar
Alika diz:
viva seu momento presente, Gabi
Gabriela diz:
eu sei
Alika diz:
e com certeza, se tiver que ser, será
Alika diz:
lembrou uma twittada recente, perai
'uma decisão importante germinará graças a grandes doses equitativas de apego e desapego: apego pela decisão, desapego por tudo em volta dela'
preciso ir nessa, um super beijo!!
aproveita tudo que der!!
Gabriela diz:
ei,
excelente viagem pra ti, e muito muito muitíssimo obrigada
domingo, 16 de janeiro de 2011
outra de alika finotti... :)
"Existir é uma coisa...
Amar -
São outros trezentos!
Viva e deixe fritar."
- Poesia de Alika Finotti
Amar -
São outros trezentos!
Viva e deixe fritar."
- Poesia de Alika Finotti
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
...
Que pertinência para um tílulo
de algo que venho tentando formular,
mas simplesmente não sai....
....The way we were...
...
como toda boa história
estava tudo ali,
beleza, destreza, cumplicidade
alguns dramas e mistérios
estava tudo ali...
...
Personifiquei todos aqueles contos, histórias e buscas..
tantos filmes, que nem faz idéia...
tantos filmes, que nem faz idéia...
o fato é que as carapulsas podem servir...
...
...no final das contas
somos mesmo feitos de grandes batalhas
e tudo se exaure algum dia...
e tudo se exaure algum dia...
...
que de sã tem
esta maçã,
no meio de loucos?
esta maçã,
no meio de loucos?
domingo, 2 de janeiro de 2011
Tinham ali a sua meia idade...
Tinham ali sua meia-idade.
Pés no chão, cansaço do dia a dia nos olhos;
- mas a paz e a calma de encontrar seus olhos....
Eram assim, tão presentes e imersos em si,
mas com uma sadia ponte de cumplicidade incomum,
daquelas que faz a gente querer acreditar em amor à primeira vista,
e por fim, querer um amor pra vida inteira...
Que mais poderia querer acrescentar?
Já não tiravam os olhos um do outro,
parecia o primeiro baile
o primeiro sonho,
a primeira dança...
Já nem a chuva parecia existir,
e talvez a música já tinha sido cega,
pelo barulho de suas gargalhadas,
estonteantes e contagiosas.
Era como retrato em preto e branco de um presente assim,
muito bom...
Talvez por que sabia,
sua vontade de, por vezes ser conduzida
e ele - de conduzir;
Assim, antes de voltar ao dia a dia,
mais uma vez, na cumplicidade e maestria
que se tem, funcionando a dois..
- O que fez a ela? - Perguntei
- Ela queria dançar, eu a conduzi.
Pés no chão, cansaço do dia a dia nos olhos;
- mas a paz e a calma de encontrar seus olhos....
Eram assim, tão presentes e imersos em si,
mas com uma sadia ponte de cumplicidade incomum,
daquelas que faz a gente querer acreditar em amor à primeira vista,
e por fim, querer um amor pra vida inteira...
Que mais poderia querer acrescentar?
Já não tiravam os olhos um do outro,
parecia o primeiro baile
o primeiro sonho,
a primeira dança...
Já nem a chuva parecia existir,
e talvez a música já tinha sido cega,
pelo barulho de suas gargalhadas,
estonteantes e contagiosas.
Era como retrato em preto e branco de um presente assim,
muito bom...
Talvez por que sabia,
sua vontade de, por vezes ser conduzida
e ele - de conduzir;
Assim, antes de voltar ao dia a dia,
mais uma vez, na cumplicidade e maestria
que se tem, funcionando a dois..
- O que fez a ela? - Perguntei
- Ela queria dançar, eu a conduzi.
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