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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Imagine-se assistindo a um quadro,
o quadro se movimenta,
são sonhos, olhares,
inseguranças, desejos...

pare por um segundo
no meio de um lugar movimentado,
são passos, risos,
pressa, desesperos..
tão rápidos que parece inimaginável caberem
numa respiração sua...

estenda-se nas pontas dos pés,
teus limites, a gravidade,
o músculo, a sensação...

existência...
coisa de louco, essa, viu...

Pode até parecer meio besta,
mas o amor é realmente o que tem de melhor nesse mundo...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A foto fantasma



Não existo.
Sou apenas o reflexo de uma imagem vista.
Algo que passou mas deixou uma impressão do que fica.
Como sonho acordado, ou memória de sono sem vida.

Eu não existo.
Sou apenas a fome e o desejo do corpo,
Animal que clama por gosto,
Sem saber o que é e não é.

Eu não existo.
Contorno apenas opiniões já vistas
Realço luzes e senso comum, conhecimento perdido.
Não existo sou a resposta alheia e sem fim,
Não tenho sequer contornos e olhos,
Eu não existo.

Como neblina em foto, não me enxerga direito.
Miupia direta de coração alheio,
Em meio à tantos esbarros, sem querer,
Pensei até que veio,
O nascimento de mim ao meio dia,
Mas não veio.

Sou o não existir reflexo de um eterno,
Incapacidade de carregar o presente com as mãos,
Preso a soluços humanos.
Inexisto ante as coisas do mundo sem fim.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

com tanta gente no mundo,
é curioso a solidão ser um problema social.

Mas já dizia Francisco de Assis,
é dando que se recebe,
perdoando que se é perdoado..

quero dizer,
em linguagem mais simples,
se quer companhia,
tem que ser companhia,
abdicar de si para compreender o outro.
Qualquer outro inverso, é um risco se frustar.

Não espere nada,
aí podem lhe oferecer tudo.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

que meu tom não te cause distância
e que também não espere muito de mim.

Porque o ministério da saúde adverte.
Solidão em excesso faz mal a saúde.

Que não especule sobre o que vou achar
que eu não julgue como você vai pensar,

oi, estou disponível.
a bolinha do meu status está verde.
queria desejar um bom dia,
mas tinha medo que me despejasse incertezas,

tive medo que me perguntaria o sentido do mundo,
ainda que ansiaria saber te dar a resposta que procura.

Pois que então não espere nada de mim,
e eu não tema nada de ti,
porque o ministério da saúde adverte,

eis o presente,
vamos curtir...

terça-feira, 1 de novembro de 2011


De tempos em tempos toda euforia cansa, exatamente como todos os de tempos em tempos... às vezes corro dessa centrífuga poesia, inútil esforço se minha escrita é também respirar... pois também quero correr das idéias formadas e que vão se formando no mundo, como se isso fosse possível estando nelas, à surfar. Escorrego pela beirada de todo sorvete, porque é doce. Tiro o açúcar do café por três dias, o café com açúcar me parece alienígena. Mudo meu paladar. Me pergunto o quão forte eu sou, se nada sou que senão a onda berrante por dentro de meu corpo... de tempos em tempos eu te leio, aqui ou ali, o risco é sempre velejar...porque escrita é caminho sem volta, volto e sinto tudo como tudo que se tem todo ser ao expressar...sim, o universo é um trem cumprido, e a gente fala pelos cotovelos.