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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Monique, 3 da madrugada de 29.09.2011

A finitude move meu ser.
A raridade calcula meu impulso.
Se meu coração cheio de apegos,
Comove-se frente à queda da mais leve pluma,
Já não tenho mais barco pra tanta tempestade..

Que preciosidade é-me a vida,
Que calor é esse que me envolve suas companhias
Solidão que desaparece e só tenhho aconchego,
Sou toda grata, só riso no rosto,
Até me esqueço, é ora de ir.

Pois que a finitude move nossos seres,
A raridade calcula nossos impulsos,
Se meu coração é cheio de apegos,
Revolto-me ao menor sinal de tchau..

Que sentimentos esses, tão traiçoeiros,
acolhida benção agora traz dor?
revolto-me ao ter que lhes dizer tchau.

Porque a finitude move meu ser
E a raridade enche meu pulso,
Não desapego,
mas a gratidão, o carinho, o aconchego,
amaciam-me a queda do impulso
Nesta madrugada, tchau  meus queridos,
Boa viagem, até logo, amo vocês

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

pai

Serei eu que vou desbravar tão bravos mares,
serei eu que cantarei teu assobio,
você, que me é forte,
de ti, pois, sou espelho.
Conquistarei então assim nossos castelos,
construirei pros nossos sonhos, tão belas pontes.
Acentarei, ali logo em cima, teu coração
você, que me é forte,
de ti, pois, sou espelho.
Conquistarei tão bravos mares no assobio,
construirei nossos castelos, tão belos sonhos,
E acentarei, ali logo em cima, teu coração,
você, que me é forte,
de ti, pois, sou espelho.
"Se minha imaginação permitisse presenciar cada detalhe seu. Não queria perder seu sorriso, nem piscar, porque olhos teus, conquistam o mundo. O que é que tem em seu mudo, abraço não diz quando se tudo. De ternura, olfato, o tato. Me perco, perdi pro futuro; conquistara espaço em mim. Agora que fico assim, vai dizer, vai saber, não tem fim. Tão sonhos, mas que sonhos... espalhei-me por toda no quarto. Quando vi já não estava aqui. Quando foi que perdi teu encanto, teus olhos não ousam a mim. Veja bem, olhe bem, saiba bem. O presente já não está aqui. Sobrou pra mim, você diz; não existe que senão não em mim. Me ponho o que é real, e está fosco, não sei onde ir. Se já soube, então é passado. Quando foi que o presente, eu perdi. Ah, sim, foi nos seus olhos, quando me apeguei no que quis. Foram então os abraços, o olfato e tato, de você, que não estava aqui."

terça-feira, 13 de setembro de 2011

fluidez é o que há,
se não flui, ora, não há

- vamos vamos vamos,
já devia estar pronta, dépeche-toi!

- quando será é hora de voltar?
já está no forno a um bom tempo...

se digo, timidez,
silencio, choro e sumo...
chá de sumiço é assim...
mas posso também estar subindo montanhas 
para discutir a tese em conferências à la français,
e destravar....

E destravar....