Escapa-me realidade, pois qual, não sei certeza, dança ela, a noite inteira, lua, à toa, à retardar. Retarda o dia, o desespero, o continue, o vai com zelo, riscando o céu, a lua cheia, vivendo a tarde à madrugar. Solenemente o sol vem, chega, escuridão não tem certeza, duelo dia, sobre-põe à mesa, seu vinho branco, vamos brindar.
...Apenas porque queria ler, sem maiores pretensões...
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domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
soube, sou frágil
Soube sou frágil
dócil frágil corpo
soube sou frágil
vida mente corpo.
soube sou frágil
dócil frágil corpo.
soube sou frágil,
mente vida corpo.
agora vou brincar de mulher invisível,
porque essa armadura de guerreira ficou foi pesada.
carregar espada, nem pensar, doi o pulso,
usarei então o arco e flecha.
Ficarei aqui a distância,
zelando por mim e por ti.
Pois, soube,
agora sou frágil,
dócil, frágil corpo,
sensível e frágil vida,
acorda e abençoa.
Mas o esqueleto,
é frágil,
e preciso de proteção.
se a armadura está pesada,
assim também de mão armada.
Eis que serei invisível,
aos seus olhos,
serei invisível.
Você,
de insensível,
sentirá a mim, o vento,
contornando-te, saboreando-te,
arrepia e perde a guerra.
dócil frágil corpo
soube sou frágil
vida mente corpo.
soube sou frágil
dócil frágil corpo.
soube sou frágil,
mente vida corpo.
agora vou brincar de mulher invisível,
porque essa armadura de guerreira ficou foi pesada.
carregar espada, nem pensar, doi o pulso,
usarei então o arco e flecha.
Ficarei aqui a distância,
zelando por mim e por ti.
Pois, soube,
agora sou frágil,
dócil, frágil corpo,
sensível e frágil vida,
acorda e abençoa.
Mas o esqueleto,
é frágil,
e preciso de proteção.
se a armadura está pesada,
assim também de mão armada.
Eis que serei invisível,
aos seus olhos,
serei invisível.
Você,
de insensível,
sentirá a mim, o vento,
contornando-te, saboreando-te,
arrepia e perde a guerra.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
A saída do ventre.
No dia em que saiu de casa dizendo que ia conquistar o mundo inteiro e mais um pouco. Levando meio coração partido, um saquinho de ceticismo e outro de alguma fé. Sabendo que a ausência do saber era o caminho do crescer, tinha um medidor interno dizendo qual caminho tomar. Tum tum. Tum tum.
E sabendo que seguir as batidas está longe de bastar, corre atrás da velocidade do pensamento. Até onde o corpo pode resistir. Eis a morte do homem. A ausência do seu ser eterno. Mas ia conquistar o mundo inteiro. Iria até ainda mais além. Teria as soluções para todos os problemas. O discurso perfeito do digno e do certo.
Contando que achava achar alguma coisa, porque tinha um saquinho de ceticismo e outro de alguma fé. Ferramentas do conhecimento, medindo o pensamento. Avaliando os eixos internos e externos de via de informações. O mundo, as cores, as regras, padrões. Achava que fazer o certo bastava. E que não seria atropelada por caminhões. Achava que o pôr do sol seria suficiente para colorir a dor do desencanto da saída do ventre. E eis que veio a desilusões. Frias e secas, pensara que poderia realmente seguir sendo quem você é?
Todo filme de guerreiro ensina. Toda história, lenda e padrão. Ou você desapega, ou vai sofrer. Volta lá e busca o saquinho de coragem, mas acha mesmo que é capaz agora de ser o que era antes? Não há exatamente volta para todo conhecimento, uma vez que se sabe. Mas ainda ver o pôr do sol é consolo para todo desencanto da saída do ventre.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Preste atenção nas letras das músicas. Gente querida sempre deixa saudade.
Não vou nunca tentar entender como mudar de opinião é fácil. Sou frágil sentimentos que sorriem ao ver uma foto sua. Me arrependo logo após ter comido um pão inteiro. E alho poró é de longe o melhor tempero de todos os tempos.
Disciplina e invenção, são traços rápidos. Sou ninguém e obrigo-me à acompanhar a velocidade dos meus pensamentos. Espalhando-me em livros, fotos, poesias e desejos, ao chão e espaço e espelhos. Mas ainda me abro para o dia, respirar.
Gigante são os olhos do mundo. Forte márfia das coisas. Perambulam pelos discursos humanos. Falam de mim e de ti, sem sequer nos consultar. Somos possíveis torres gêmeas, basta pisar o pé fora, ou mesmo ficar em casa. Sem desespero. Preste atenção nas letras das músicas, as sertanejas são as mais engraçadas.
Por isso nunca vou entender como mudar de opinião é fácil. Disciplina vira invenção e obrigo-me a dançar a valsa do dia, na incapacidade de seguir a velocidade dos meus pensamentos. Gigante são os olhos do mundo, onde visto minha roupa de sereia. Cantarei para driblar os sete mares, fora ou dentro, sem desespero. Preste atenção nas letras das músicas. Gente querida sempre deixa saudade.
Disciplina e invenção, são traços rápidos. Sou ninguém e obrigo-me à acompanhar a velocidade dos meus pensamentos. Espalhando-me em livros, fotos, poesias e desejos, ao chão e espaço e espelhos. Mas ainda me abro para o dia, respirar.
Gigante são os olhos do mundo. Forte márfia das coisas. Perambulam pelos discursos humanos. Falam de mim e de ti, sem sequer nos consultar. Somos possíveis torres gêmeas, basta pisar o pé fora, ou mesmo ficar em casa. Sem desespero. Preste atenção nas letras das músicas, as sertanejas são as mais engraçadas.
Por isso nunca vou entender como mudar de opinião é fácil. Disciplina vira invenção e obrigo-me a dançar a valsa do dia, na incapacidade de seguir a velocidade dos meus pensamentos. Gigante são os olhos do mundo, onde visto minha roupa de sereia. Cantarei para driblar os sete mares, fora ou dentro, sem desespero. Preste atenção nas letras das músicas. Gente querida sempre deixa saudade.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
O que dizer quando castelos pegam fogo?
quando todo aquele nosso mundo cai por água abaixo?
- don´t let it bring you down,
it´s only castles burnning... Seal
Mas o que fazer quando todo o seu mundo desaba,
e precisa construir algo novo no lugar....
E você que preferia deixar o porquê da existência aos filósofos,
e a escrita da sobrevivência aos biólogos...
Escolha suas armas...
quando todo aquele nosso mundo cai por água abaixo?
- don´t let it bring you down,
it´s only castles burnning... Seal
Mas o que fazer quando todo o seu mundo desaba,
e precisa construir algo novo no lugar....
E você que preferia deixar o porquê da existência aos filósofos,
e a escrita da sobrevivência aos biólogos...
Escolha suas armas...
O fascínio
O fascínio.
Quando eu perder o fascínio por ti,
seus olhos já não brilharão,
e pensarei que foi você
que não me salvou e não deu a resposta aos meus anseios.
Porque é preciso seguir.
Quando eu perder o fascínio por ti,
já não terá o mesmo encanto,
sequer te reconheço mais
e pensarei que foi você
que deixou de ser quem eu conhecia
e não deu a resposta aos meus anseios.
Porque é preciso seguir.
Quando eu perder o fascínio por ti,
seu exemplo não caberá em mim
nem minhas pernas bambas assim,
pois pergunto porque?porque?porque?
Porque não responde assim?
Quando eu perder o fascínio por ti,
é porque o espelho caiu,
já não reflete minhas expectativas,
e não vejo a não ser o real,
desconecto do sonho do modesto,
é preciso correr pra poder voar.
Quando eu perder o fascínio por ti,
seus olhos já não brilharão,
e pensarei que foi você
que não me salvou e não deu a resposta aos meus anseios.
Porque é preciso seguir.
Quando eu perder o fascínio por ti,
já não terá o mesmo encanto,
sequer te reconheço mais
e pensarei que foi você
que deixou de ser quem eu conhecia
e não deu a resposta aos meus anseios.
Porque é preciso seguir.
Quando eu perder o fascínio por ti,
seu exemplo não caberá em mim
nem minhas pernas bambas assim,
pois pergunto porque?porque?porque?
Porque não responde assim?
Quando eu perder o fascínio por ti,
é porque o espelho caiu,
já não reflete minhas expectativas,
e não vejo a não ser o real,
desconecto do sonho do modesto,
é preciso correr pra poder voar.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
A narração pessoal interna dos clássicos...
Agora já é tarde. Colocou os fones de ouvido. Passara a escutar Asturias de uma coleção de músicas clássicas gentilmente cedida por um grande amigo quando lhe falou seu interesse também por músicas clássicas. Asturias, Isaac Albeniz. E as cortinas se abrem, os personagens se apresentam. Cores se mesclam, sentimentos entram.... Em seguida, Mozart. Gostava de Mozart. Gostava da intensidade com que suas lendas cresceram. Principalmente em torno de sua morte. Como um de seus filmes favoritos mostra como sua composição teria sido causa de sua morte. Alguém que entra por inteiro no que faz. Melhor tomar cuidado com o que se faz. As coisas tomam força própria. Sua vida não é que senão a força de seus atos, aparentemente.
Mas agora já é tarde. Viu-se circulada de todos aqueles sentimentos e suas histórias. Sua força própria que te pede sede e escrita. Agora já era, cedeu na incapacidade de dizer não à roda viva da vida e seu turbilhão de coisas. E o corpo inteiro responde. O corpo inteiro chora. E narrando essa história, posso sentir o seu choro. Escuta-lo, mas não dize-lo. Erro foi o apego ao seus filmes favoritos. Como cada personagem de seu ser é uma representação por inteiro de algo que já foi e que já viu passar. Talvez começara ali, como naqueles filmes que se faz passar a idéia de que a vida é uma história narrada onde fazemos parte do espetáculo. Primeiro precisamos do empenho e da coragem para entender. Realidade ou conto de fadas, tanto faz. Tudo depende do que você vai fazer com tantas informações. Quero dizer, de que adianta saber o que você foi em vidas passadas se descobrir que na verdade antes era inimigo daqueles que hoje você mais ama, se não deixar tudo isso para trás. E o que é pior, do que adianta você assistir a toda uma saga daqueles personagens que precisam ficar mais fortes para conseguir salvar a si, aqueles a quem amam, e todos a sua volta, e ainda achar que isso é apenas uma história. Desse jeito nem é preciso muito para entender como de fato sua vida pode se tornar um ensaio de um espetáculo que jamais se realizará.
Air on a G String. Bach. Deus, que drama que me é colocado diante de seus olhos. Misto de tristeza e desespero que só vai passar se conseguirmos alcançar a próxima nota. Solidão que se guarda pomposamente diante dos seus apegos a sonhos impossíveis e passados, mas que tanto formaram seu ser, tanto impregnados estão que não pode ser soltar diante da mais fácil nota de amor. Mas ahh.. Um ar de tranquilidade e serenidade. Dizem que a tristeza é o fim de um estado de desilusão. E que a partir de então talvez finalmente a gente consegue seguir. Mas realmente essa é uma das músicas mais tristes e belas que conheço. Capaz de ilustrar a mais dramática cena onde os heróis estão perdendo desesperadamente a guerra contra anjos alienígenas, em uma cena em que você, dentro de sua arma e armadura, encontra-se afundada no meio de um lago; e você, sem saída, não tem escolha a não ser se entregar ao turbilhão e lógica das coisas; empenhando-se ao máximo em fazer o seu melhor. Como se pudesse haver razão no desespero e perda de lógica e senso de racionalidade. Como se houvesse lógica e racionalidade em qualquer realidade. Por todos os seus traumas e por tudo em que acredita. Maldita lógica essa em acharmos que é egoísmo pensar que merecemos o melhor. Essa inerente falta de amor próprio presentes aos mundos.
Cello Suite 1. Bach. Sim, o choro ainda está presente. Mas o choro insiste em não cair. Ser humano. Emoções. Instintos. Cores. Sensações. Tudo faz parte. O melhor não agir possível é ver a primavera crescer, simplesmente. Eis a serenidade e tranquilidade mesclada com a tristeza da constatação das coisas, que são como são e não controlamos. Não temos o controle, mas nada impede que otimizemos os resultados assim que entendemos o campo, a lógica e linguagem, montamos a melhor estratégia e seguimos, independente das tempestades. Só espero que seus interesses sejam lícitos e interessantes, no que me resta ainda de ética, não gosto de atrapalhar a vida dos outros.
Toccata and Fugue in D Minor. Bach. Lembro-me dos famosos atendados terroristas. E reconheço minha incapacidade frente a demônios que se passam por anjos. Quero dizer, posso tentar ao meu máximo aprimorar minha intuição e percepção das coisas que sempre terei um pé atrás na incapacidade de lidar com camuflagens. Pois mesmo que a intuição joga com a percepção das coisas, a aparência joga com a lógica. Se aparece um demônio vestido de soldado é mais provável acreditar que ele é um soldado que um demônio. Ainda que tenha uma intuição interna gritando desesperadamente tentando te dizer para que saia correndo imediatamente, pois que é uma bomba e vai explodir. Nessas horas é prudente ter animais por perto, principalmente aqueles treinados para reconhecer o perigo. Um predador normalmente reconhece outro predador. Ou simplesmente qualquer instinto de sobrevivência bem cuidado irá indicar um perigo iminente. A aparência é quando se perdemos na lógica das coisas, e esquecemos do mundo animal em que estamos. Pensamos ser civilizados. E até somos. Só não é prudente esquecer da selva, pois que também o somos.
5a Sinfonia de Beethoven. Sem palavras. Talvez por que é tempo. Salva-me de toda essa perdição de casos e palavras, apegos e encantos e deixai-me tão somente escutar. Magnífico silêncio que se faz pelo simples apreciar do presente que me apresenta suas notas.. como se não houvesse turbilhão de coisas que pudesse ainda segurar... todo apego perde força... talvez sobre apenas algumas memórias... quando por exemplo assistia a janela do carro indo para Goiânia em sua infância, escutando Mozart e Beethoven que seu pai tanto gosta...porque a saudade ainda me é um dernier apego....Finalmente deixara as lágrimas rolar...
Passar bem.
domingo, 16 de outubro de 2011
Paris, 16 de outubro de 2011
Abri o desbloqueio ao dia. Hoje, às 10:13 da manhã. É sol com rastros de aviões que se encontram no céu, aqui, em meu pequeno jardim do condomínio ao lado. Sem motivos aparentes resolvi limpar as teias de meu blog. Pingar os is, corrigir ortografias e esvaziar meu saquinho de vírgulas. Mas sem motivos aparentes, não quero ler. Não quero ler impressões do mundo. Não quero o apego da idéia que se faz. Vai ver a crise ainda não terminou. O eterno quem-sou-eu de meus contos à dizer o não dizer de minhas fábulas. Se assim é melhor, eu não sei. Vivo em constante briga com as verdades. Preferi silenciar o que é eterno. Paris, 16 de outubro de 2011.
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