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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

vamos falar sobre o tá ameaçando, sobre o nome rolando, gerundio do verbo rolar

Quando pararmos o tempo novamente, vai ser extraordinário.
Discutiremos em cima do carro, sobre as estrelas,
sobre Brasília vista do alto,
a cidade parece até menos corrupta quando só luzes.

Quando pararmos o tempo novamente,
vai ser que nem aprender cavalo de pau em celta velho,
e aprender sobre tudo de física que eu te perguntar,
sobre os reflexos da lua na água e o barulho do atrito.
Porque nesse tempo, de algum modo
nada se perde nada se cria, tudo se transforma.

Quando pararmos o tempo novamente,
vamos atrás de uma bateria barata,
e escutar histórias malucas da vendedora,
de tudo que mais sem noção possível,
provavelmente vou falar sobre todos os mesmos nomes de sempre
que nem interessa tanto mais,

vou torcer para que eu pare com minhas histórias perdidas,
vou desistir de tentar controlar o mundo,
e vamos dançar forró na 3a ponte,
com mais 4 à 5 primos, primas e irmãos,
em uma noite onde se esqueceu a identidade.

claro que vai ter meu discurso sobre adiar a passagem.
- às vezes funciona,
afinal, time stand still.

Quando pararmos o tempo novamente
vamos brindar a ice de cada dia
e a garrafa azul de vodca que quebrou
"-à garrafa azul de vodca"
garrafa que a gente ainda nunca brindou,

hope so..
cause I miss you right now.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

the only exception - Paramore



"When I was younger I saw My daddy cry and curse at the wind. He broke his own heart andI watched as he tried to reassemble it. And my momma swore that she would Never let herself forget. And that was the day that I promised. I'd never sing of love if it does not exist
But darling...
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception..
- tava escutando essa musica quando soube do nascimento do meu lindo sobrinho...A música encaixou como uma luva...my litlle exception. :)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quero a vida mais leve.
Me soltar de tudo que é passado
e me alegrar com o presente.
Manter-me erguida,
Ignorar frustrações,
Respirar descontraída,
Ficar bem quieta e contente.

Deixo escorrer pelas mãos,
Os sonhos que se tornaram pesados,
Quero respirar em paz.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

dance, Forest, Dance!

Poderia ficar aqui o dia inteiro, dançando na rua, dançando na chuva vendo a rua passar. Bendita a hora que resolvi comprar esses fones de ouvido, me seguem cantando onde quer que eu vá. Danço o seu passo. Me recordo que sou desse mundo quando percebo que tem alguém me vendo dançar. Não sei se paro fingindo que sou tão séria quanto o meu redor ou se danço no ritmo que a rua e a chuva pedem. Basta escutar. Misturo gotas, pingos e notas. Sons e buzinas, passos. Ainda bem que não posso cantar. Senão pareceria três vezes mais doida. Mas tenho a certeza que meus passos são discretos, é o ritmo que chama atenção. Uma marcha diferente. Coloco a vida num musical.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Metrô, bebês e cães. Hoje eu quis escrever um livro.

Caminhar e ver meu reflexo na poça d´água por onde eu passo. Ver que sou cores num monte de cinza em Paris. Da ausência que refletem os distraídos no metrô, fico olhando, observando, será que eles nem se dão conta de que estão sendo observados? Tão fechados em seus próprios mundos. Todos tão fechados em nossos próprios fones de ouvidos. Fecho os olhos brevemente para saber se é um sonho. Sonho que segue com minha trilha sonora vida. Sinto que sou eu quando respiro. 

Hoje eu quis escrever um livro. Para desenvolver todos esses personagens que observo. Um dia, talvez. 

Porque os bebês e os cachorros são tão fofos? Será mesmo que acordam aquele mundo de inocência em nós dormindo? Crianças são mais próximas do mundo animal do que nós. Seguem mais pelos sentidos, pelo tato, contato, reação, emoção, vontade. Vendo como somos no metrô, é evidente o como, de uma maneira geral, vamos esquecendo de usar os sentidos. Teoricamente sequer precisaríamos olhar para os dois lados ao atravessar a pista, basta prestar atenção no barulho dos carros. Mas instinto que é instinto sempre acorda ao ver uma bunda bonita passar.

E os cachorros são como são. Sempre me pergunto porque gosto tanto assim de cachorros. Sempre me comovem. De um jeito, ou de outro. Adoro também observar como parecem com seus donos. Na França, vários mendigos tem cachorros. São fieis de seus donos, os seguem, obedecem e os protegem. É mesmo algo incrível de se observar. Hoje tinha dois filas acompanhando um mendigo num metrô. Eram enormes. Quase parei para brincar com eles, que por sinal também quase pararam para brincar comigo. Somos espelhos, ambos hesitamos e seguimos nossos caminhos. Os cachorros tem essa capacidade de ser espelho do meio, pelo menos de forma aparentemente mais evidente do que nós. Ou não. Mas isso acontece correntemente. É um bom dado sobre como o meio é. Penso nos vira-latas do Brasil, realmente deixa uma análise assim um tanto quanto indefinida.

Saudade da Athenas. A cachorrinha mais esperta que meu pai arranjou. O Petrukio é, claro, o mais fuçoso. Mas a Athenas é de fato bastante curiosa. Lindo foi o dia em que finalmente deixou eu brincar com ela. E depois nunca mais parou, rs. 

Mas voltando a idéia do livro. Vai ser assim, cheio de aventuras. Personagens que mesclam essa vida entre reflexos dos meios, das coisas, dos sentidos, da vida, enfim. Indefinido assim, por isso que é capaz de ficar só na idéia.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Onde está o poeta?

Toc, toc, toc?

Onde está o poeta?
inspiração minha,
paisagem inestimável?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ando flutuando por aí

Ando flutuando entre poças e calçadas.
Imaginando que do outro lado tem um mundo.
que do reflexo, existe o todo.
que o Todo é outro lado de uma outra vida.
e que para esse reflexo, sou eu o espelho.

Ando flutuando entre escadas e metrô.
Fechando meu mundo com fones de ouvidos,
sendo as estações e as músicas que passam por mim.

Ando flutuando pelo ar infindável,
correndo, andando, dormindo.
Ando flutuando por aí,

no bem estar das coisas da vida,
na trilha sonora dos meus momentos.
Ando flutuando por aí.