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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A cura

De repente vi que a falta de confiança faz a gente ficar sério demais,
que sair da linha se torna um perigo,
correr na chuva então... um escândalo...

De repente vi que falta luz
E que o entardecer, com todo o seu encanto,
parece um sonho distante,
mesmo com todo o seu dia à dia...
mesmo estando bem na frente do seu nariz.

E entendi que é assim que a gente perde o brilho,
que esse é o adulto que a gente tanto abominava quando criança,
e criticava quando adolescente...

E que não é culpa de ninguém,
não é falta de ninguém,
é medo,
medo de um mundo doido,
cujas loucuras se sobressaem nos jornais nacionais...
de forma contínua e reincidente...

Daí nos tornamos sérios demais...
Com medo do mundo que nossos filhos virão..
Com medo dos sonhos que por ventura, irão...

Se nossos sonhos adolescentes são tão cheios de paixões,
é porque nos sentimos um pouco mais vivos,
quando tínhamos o coração de gigantes...

Mas já tracei tantos mapas...
Cursei tantas filosofias,
Recebi tantas graças...


Coragem é a cura para o medo,
Correr na chuva, o caminho para a confiança...
Quando o coração de gigante volta a ser um hábito,
o entardecer volta a ter seu encanto...

Porque sim,
às vezes só é preciso começar outra vez...


Inspirado em: http://www.thebrocode.com.br/artigo-195-namore-uma-mulher-que-sorria/



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

o sabor dos momentos, a volta da escrita

Se estava com saudade da escrita? Não exatamente... poesia que se vive mesmo que não se fale ou se escreva, até onde eu saiba, ainda é poesia... Mas claro.. fica a vontade de pescá-la no momento em que aparece, entre devaneios, no dia a dia, e daí sim, a saudade aparece, e a falta de prática decorrida do abandono do lápis e do blog emergem, demonstrando que, captá-las é de fato uma arte... daí sim, vem a saudade da escrita, da arte de se poetisar entre sonhos, metas, riscos, vidas e asfalto... com tudo o que se tem de contrário... com a dor e a raiva de nunca conseguir captar tudo que se tem para poetisar, à sede que se sente por palavras, rimas, lírios e lágrimas...Tornar algo de concreto no meio de um turbilhão de sentimentos...


Daí que se poesia aparece, ainda é para demonstrar o sabor dos momentos...qual outro sujeito e predicado meus sonhos então apreciam?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

vem e vai

O risco das coisas a gente cria...
vira bicho de sete cabeças,
entra numa fria...

Ser humano, é ser vulnerável,
um imenso mundo insano,
sonho inacabável...

Daí, luz que brilha,
flor que nasce
outono vem e vai...

mas daí a gente respira,
escuta, vê, sente e toca...
presente que se faz presente...
brota...