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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Terra conquistada faz a gente se sentir o máximo.

Só não posso esquecer que areia de ego assim também afunda quando a gente tenta pular, basta perder de vista a consciência dos seus atos. Sabem o que dizem, né, quanto maior o ego, maior a queda. Então; - Atenção, atenção, tá na hora de montar a guarda!

Mas conquisa boa assim, vale comemorar. Sempre o primeiro dia do resto de nossas vidas quando a gente acorda. Porque terra conquistada faz a gente se sentir o máximo. Ora, também não podemos nos esquecer da vitória, acostumados a achar que, na verdade, é sempre o caminho sem fim de algo que se almeja conquistar. Não podemos desacreditar na vitória, e deixá-la simplesmente passar.

E por isso hoje não quero dormir. Não quero perder os sons da noite, em sonhos que não conquistei de manhã, por não lembrar. E porque amanhã é novo ego, novas terras a almejar.
a conquista de hoje é para que amanhã, justamente, e finalmente vem o seguir. Agora finalmente.

Quem me dera as corridas de leopardo. Quem me dera a velocidade de falcão mergulhador.
- Viu só, já está almejando novamente.

Caminho, que caminho?

domingo, 22 de novembro de 2009

Plin-gui-li-ling!

Fragmentos de fragmentos de um coração.
PÁ!! - PARTIU!! Plin gui li ling!!!
-Esse povo que abraça, mas não abraça. snif!
Pois eu digo: que todo abraço afetuoso seja sempre apertado; e que os irmãos tímidos, quietos e incrivelmente calados aprendam, que todo abraço afetuoso seja sempre apertado!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Triste do meio dia

A tempos que não te vejo,
saudade seca, inócua e rude.
Deixe que os poucos bravos a descubra
risada insana dos meios dias loucos.

domingo, 15 de novembro de 2009

Catavento

Por incrível que pareça, às vezes, odeio falar.
Canso do efeito tira-gosto que palavras podem ter, por simplesmente não chegarem aos pés do que quero expressar. É essa mania de querer andar sobre água e não afundar, de querer brincar com fogo e não me queimar; de querer catar o vento, tirar foto do momento, para não perdê-lo de vista. Apelo assim, apego; mas alegria ainda assim, bem sei; rio que passa, mas que também se vai; engano meu, jamais parou de correr. É que a gente sempre pega o bonde andando: basta olhar as fotos antigas, quando nossos pais nem eram nossos pais.
Roda viva vida, gira vida minha, a brincar. Água molha e fogo queima, e ainda estou aqui, construindo pontes de cordas em abismos de rios e vulcões, a trilhar, rumo ao ouro perdido, com a fé de que fé jamais é em vão. É essa mania de demasiar, para ver se assim, o pouco que podem, significância e significado se aproximarem, se juntar.

sábado, 7 de novembro de 2009

Plim - Alika Finotti

- devo dizer, assim fica difícil não citar e não trazer para cá, e ler e reler...

Plim
Poesia de Alika Finotti

Certa feita disse-me a filosofia
Ama ao querer que te inspira a morrer
Cultiva a vontade não a deixa esmorecer.

Certa feita disse-me o profeta
Do futuro desgrenhado de fragmentos
Ama e te devota à visão mais límpida do sol
Põe abaixo a vingança e ergue o palácio da alegria.

A guerra não é mais entre ricos e pobres
O embate de classes é poeira de biblioteca
Hoje há um grande irmão que nos contempla
Sua maldição fraudulenta é oxigênio cifrado
Corporocracia mascarada duma vã tirania.

Suspenso em alienação criogênica
O relâmpago partiu-me em mil
Denovo e denovo até fazer-me em pó
E soprado em ode eólica fui varrido pro vazio
O desatino do esquecimento destituiu a prosa
Até que um Leônidas seletivo me convocou
Bradou não à misericórdia não à rendição.

Certa feita algo em mim quis morrer pela virtude
Como dádiva inequívoca à terra que me pariu
Vis retribuições pelo sangue que me corre.

Certa feita aprendi e desaprendi a superação
Afogado na moléstia corrupta do cotidiano
Perdi-me da sina violenta de guerrilheiro
Por força de paz romance brio e atino.

Até que o destino colheu um botão branco
Regado do plasma e da própolis da loucura
Floresceu confidente o desejo ardente
Decisão irretocável de batalha pungente
Quis novamente crer nalgo por que cair.

Vesti uma armadura flúor em sétima dimensão
Armei-me ao dentes de saber e conspiração
A guerra corria silente e poucos reconheciam-na
Mas o coração derradeiro atirou-se ao precipício
Acreditou outra vez que o melhor a se viver
É a causa impétua pela qual valha morrer.

Plim - Poesia de Alika Finotti

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Andarilhagem

- Vejam,
pintam rimas em espaços trilhados, dignos de sonoplastia.
Tornam tantos mitos quanto medos, tanto belos quanto heróis.
E bailam a valsar signos. Só não feche os olhos e durma.

Indefectos - poesia de Alika Finotti

Pra meio entendedor
Boa palavra basta.

O necessário é o ânimo
Positividade no hálito que expira
Cobro resenhas de sentimentos duradouros.

Refresco-me ao látego
Carrasco de fadas apetecidas
Sou o compromisso com o mundo
Enamorado profano e totalitarista ingênuo.

Por vezes odeio-me
Como o tirano odeia o medo da derrota
Como a musa odeia a petulância pestilenta.

Mas no mais tenho fé
A esperança de olhos verdes como o mar
Confiança de que a vida dum ou doutro modo nos redima
Certeza de que cedo ou tarde toda renúncia honrosa é paga em dobro.

Indefectos - poesia de Alika Finotti

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

...

so close no matter how far
couldn't be much more from the heart
forever trusting who we are
and nothing else matters

I never open myself this way
life is ours, we live it our way
all these words I don't just say
and nothing else matters

trust I seek and I find in you
every day for us, something new,
open mind for a diferent view
and nothing else matters

metalica.