Canso do efeito tira-gosto que palavras podem ter, por simplesmente não chegarem aos pés do que quero expressar. É essa mania de querer andar sobre água e não afundar, de querer brincar com fogo e não me queimar; de querer catar o vento, tirar foto do momento, para não perdê-lo de vista. Apelo assim, apego; mas alegria ainda assim, bem sei; rio que passa, mas que também se vai; engano meu, jamais parou de correr. É que a gente sempre pega o bonde andando: basta olhar as fotos antigas, quando nossos pais nem eram nossos pais.
Roda viva vida, gira vida minha, a brincar. Água molha e fogo queima, e ainda estou aqui, construindo pontes de cordas em abismos de rios e vulcões, a trilhar, rumo ao ouro perdido, com a fé de que fé jamais é em vão. É essa mania de demasiar, para ver se assim, o pouco que podem, significância e significado se aproximarem, se juntar.
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