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sábado, 27 de fevereiro de 2010

and life can be so sweet... :)


D´accord ...

Concordo com Drummont.... Não devíamos desperdiçar um eu te amo sequer...Devíamos dizê-lo todos os dias, todas as horas, todos os momentos. Encher esse mundo de amor.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


Amor amor amor

(...)
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda ciência
herdada, ouvida. (...)
- Carlos Drummont de Andrade.


Pois que envoltos em amor
amantes sabem a solidão?

A solidão é, portanto, a falta de amor,
a cegueira e o tédio,
de não se saber amar.

Pois que envoltos em amor
amantes não sabem a solidão.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Peaciful Warrior


- Where are you?

Here.

- What time is it?

Now.

- Who are you?

This moment.



-Peaceful Warrior´s movie

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Gostaria de saber onde foi que joguei a chave
e me fechei dessa forma...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

(Re)birth

À vista de toda mudança
parece sempre uma crise de identidade
e (re)afirmação.

Parece que a casca fica cada vez mais dura
e você, cabeça-dura.

Parece que o passado se personifica;
primeiro, tudo que fomos parece ser só o que conhecemos;
e todo apego, então, parece mais grito de sobrevivência;
- ora, como posso ser diferente, se tudo que sou é o que eu conheço ser?

Mas do desespero de se conhecer somente o que já é passado
à esperança de que as coisas vão melhorar,
tem a fé-que-move-montanhas,
e por um tempo, põe-se de joelhos,
entre o fim e o começo,
e o que parece ser a primeira vez que inalou algum ar.
e sem perceber, deixa entrar na sua vida
o famoso clichê do -só-o-tempo-cura-ferida,
e deixou então, o tempo passar.

E toda crise de (re)identidade e afirmação,
simplesmente não parece mais necessária,
pois que já respira e é nova-a-mente,
que novamente se (re)afirma,
foi dignidade.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Can you blame someone for only see what he want?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

quarta cinzenta de carnaval

quase já estive aqui
pressentindo o sério no rosto,
poesia que vira prosa que vira conto que vira história.

E vão-se devaneios soltos,
tecem núvens afora,
podam o tédio com glória,
em palavras tão poucas quanto sua memória te permite lembrar.

E teu mundo se constroi,
em teu berço-vocabulário,
aprender a andar - isso é pouco,
porque, afinal, engatinhar, quando podemos voar?
mas daí para remar, diz-se precisamos antes aprender a nadar...

Mas queta a teu canto,
que a gente passa à toa,
macha, distraidamente.


E poda o certo para os sonhos ganharem,
e molda o incerto para seus sonhos avançarem.

E nessa de artista jardineira,
dissera que ia aprender a cantar,
porque ainda valsar sempre tão pouco,
o ritmo e poema, à declarar.

E nessa de artista poeteira,
experimenta o verso não rimado,
o pensamento não cantado,
e ainda com mil livros para ler,
valsa à lua que cresce,
sonha ao mar que tece
à noite andarilha,
na rede ao luar.

Então, Vira e mexe,
volta à Terra,
geralmente quando tem que trabalhar,
encena a cena,
na egolândia
onde também tem sua guerra à guerrear.

E nessa de busca constante,
vão-se as rimas, espasmos e espaços,
para que não ocupe memória, mas apenas papel,
de deixar pra trás e então seguir
com as jardinagens e traquinagens,
anda, andarilha, ande. (!)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

controle remoto remoto medo de moto

Ainda vou descobrir qual é o chá que se toma pra fazer o medo passar!
Medo de altura, medo de avião, medo da morte, medo de coração partido em quatro mil pedaços, medo do escuro, medo do parto... ... ... medo que dá medo, medo de acabar... medo do sozinho - que me deixa só - medo do estragar tudo - que me faz... estragar ... tudo... ... medo que afasta, torna irreal real e real irreal, surreal, não real, o que é real, medo já não distingue mais.. .. .. . medo que cria, medo que insinua, medo que toma conta, medo que anda por conta, medo da conta... ... ... ... medo de estar na rua, medo de ser só sua, medo de não ser só meu... medo do errar, medo de não acertar... medo de fantasma, medo do estranho, medo do desconhecido, medo da ilusão não ser verdade, e verdade ser ilusão... ... .. .. a medo de ser humano... medo de perder o controle - essa é boa - se mesmo que quisesse controlar - o que não dá - o medo te controla, controle remoto, remoto medo de moto, medo de andar, medo de acertar, medo de ficar, medo de partir, medo do parto.. medo medo medo medo....
bú!
- tanto medo que até irrita... vai te catar.. vai ler um livro...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Balão aponta para o sul,
aposta grande de paz e gratidão,
aguardo horizonte e imensidão,
infinita luz branca e azul.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

doce mundo encantado

Tão gentilezas e sutilezas
trovadores de papel
tombam em trompas e circunstâncias
tombam até banana em mel.
tinham então a vida feita,
tinham o doce e o pincel
torteria e cerejeira
e o barquinho de papel.
Doce mundo encantado.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cores de sol em flores
sabores de olfato.
entre minhas curvas e cores,
você - o tato.

a descoberta

Lembro-me da manhã ensolarada
quando não fazia sol
e o sol no meu caminho...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Passa que bem passa

Se tem uma coisa que o tempo faz bem é passar.
Passaaa q é uma belezaaa,
pisca que a gente nem vê....

E adiamos coisas importantes como reiniciar o computador para que faça suas devidas atualizações...
E adiamos o grito engolido pela chamada educação, e claro, não sermos taxados de doidos...
E adiamos o instinto selvagem de xingar a primeira fechada numa onda de estresse, seguida de choro, após longa e breve descoberta de que foi tudo fruto de uma TPM.
Mas adiamos a alegria de nada se fazer, por fazer nada a respeito, sempre tendo algo a fazer. - Me é sempre um lamento cumprido saber que perdi outro pôr do sol.
É que, curiosamente, e paradoxalmente, não adio olhar, nem o brilho em árvores, nem o vento e nem sentir o sol. Cores de sol em flores, e seus sabores de olfato. E observar os sorrisos, caras e caretas, piados e sentidos, toques e retoques dos distraídos que se esbarram, e que esbarram na beleza e destreza do mundo, e ninguém vê.. Toda performance, afinal, que belo espetáculo... Mas podíamos, de fato, ter mais flores no asfalto, e sempre me pergunto, quem foi o infeliz que inventou o terno ... E corro a procura de silêncio, pra sentir toda aquela sensação de gratidão que o ioga permite e proporciona.....como é bom respirar....
E ainda me surpreendo... se tem uma coisa que o tempo faz bem, é passar... Passa que é uma beleza. Pisca e a gente mal vê....

So.....

what are you waiting for?


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Acontista

Um só norte, técnica e visão.
Rumo, definição.
Segue pensamento e foca,
enche os pulmões,
estica o braço
e antebraço,
postura,
mira,
--------------->

Acontista,
que fizeste ser a flecha?
pensei que foste o arqueiro.
Foi-te em rumo, técnica nenhuma deixou-te estar.
E agora não tens o silêncio do arco,
mas o barulho da flecha flutua
rua,
ar.

Acontista,
contos e condes não são,
bem verdade,
não são leais.
Tua flecha até que o é,
consigo.
Acontista,
porque quiseste ser a flecha?
para onde foi que miraste?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Spring is like a perhaps hand - poesia de e.e. cummings

Spring is like a perhaps hand
(which comes carefully
out of Nowwhere) arranging
a window, into which people look (while
people stare
arranging and changing placing
carefully there a stange
thing and a known thing here) and

changing everything carefully

spring is like a perhaps
Hand in a window
(carefully to
and fro moving New and
Old things, while
people stare carefully
moving a perhaps
fraction of flower here placing
an inch of air there) and

without breaking anything.

- realmente gosto desse poema :)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Catch!

Para que não se agarre
som e movimento
palavras me faltam e me falha a memória
poesia que é para ser sentida e não escrita
soa como vida, vento e tempo
que nenhum apego é capaz de agarrar, e tornar-seu.
-Bom dia.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A buscadora

......B-R-E-A-T-H-E.....

not yet

E ainda não falei do ciclo.
Acho que ainda não fechou.

Já velha conhecida camada de adeus...

Que isso?
Cíclica camada de adeus, já me vou, não chore, vá com Deus.

Pois que todo amor contigo carregue. Sobrevoe maus-olhados, não te toquem.
Não irão.

E o canto anuncia, partida é o dia, hora e vento certo.
E que todo amor contigo carregue.
Pois assim irá.


:)

viva

Eis que mais uma flor abrocha.
Mais uma gota brota.
Orvalho branco em rosada pétala.