À vista de toda mudança
parece sempre uma crise de identidade
e (re)afirmação.
Parece que a casca fica cada vez mais dura
e você, cabeça-dura.
Parece que o passado se personifica;
primeiro, tudo que fomos parece ser só o que conhecemos;
e todo apego, então, parece mais grito de sobrevivência;
- ora, como posso ser diferente, se tudo que sou é o que eu conheço ser?
Mas do desespero de se conhecer somente o que já é passado
à esperança de que as coisas vão melhorar,
tem a fé-que-move-montanhas,
e por um tempo, põe-se de joelhos,
entre o fim e o começo,
e o que parece ser a primeira vez que inalou algum ar.
e sem perceber, deixa entrar na sua vida
o famoso clichê do -só-o-tempo-cura-ferida,
e deixou então, o tempo passar.
E toda crise de (re)identidade e afirmação,
simplesmente não parece mais necessária,
pois que já respira e é nova-a-mente,
que novamente se (re)afirma,
foi dignidade.
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