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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

quarta cinzenta de carnaval

quase já estive aqui
pressentindo o sério no rosto,
poesia que vira prosa que vira conto que vira história.

E vão-se devaneios soltos,
tecem núvens afora,
podam o tédio com glória,
em palavras tão poucas quanto sua memória te permite lembrar.

E teu mundo se constroi,
em teu berço-vocabulário,
aprender a andar - isso é pouco,
porque, afinal, engatinhar, quando podemos voar?
mas daí para remar, diz-se precisamos antes aprender a nadar...

Mas queta a teu canto,
que a gente passa à toa,
macha, distraidamente.


E poda o certo para os sonhos ganharem,
e molda o incerto para seus sonhos avançarem.

E nessa de artista jardineira,
dissera que ia aprender a cantar,
porque ainda valsar sempre tão pouco,
o ritmo e poema, à declarar.

E nessa de artista poeteira,
experimenta o verso não rimado,
o pensamento não cantado,
e ainda com mil livros para ler,
valsa à lua que cresce,
sonha ao mar que tece
à noite andarilha,
na rede ao luar.

Então, Vira e mexe,
volta à Terra,
geralmente quando tem que trabalhar,
encena a cena,
na egolândia
onde também tem sua guerra à guerrear.

E nessa de busca constante,
vão-se as rimas, espasmos e espaços,
para que não ocupe memória, mas apenas papel,
de deixar pra trás e então seguir
com as jardinagens e traquinagens,
anda, andarilha, ande. (!)

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