____________________________________________________

____________________________________

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vem comigo.


Porque passo pelas mesmas ruas, feeling the same way, .... but something is different, something is passing throught.... What is it, but me? Me, myself and all this "be" or "being" around me. ...What is wrong? Where have I been?...

Porque nessa vida a gente tem que ter tempo pra surtar.... Os deslocados que o digam... podemos passar por uma festa inteira e sair ileso de toda diversão...

mas que a tranquilidade paira diante de toda essa ilusão... Algo de intacto, que se prestarmos atenção, se move em nós, como luz que, sem traço linear, segue, no entanto, de baixo pra cima, ondular.. se eu soubesse explicar melhor, o faria...algo como já disse o poeta... o amor é fogo que arde sem se ver....

Soube que era ilusão... tudo que causo em mim de sensação... não é nada além de ilusão... a não ser que eu alimente como realidade...eterna dicotomia da realidade...

soube que a lição da vez é a paciência, clamando por tempo entre mim e as coisas, entre o muito e o necessário, porque sinto de Deus o tempo todo, eis que sinto de terreno todo o tempo também.. Guie-me, Paciência, pois que em ti, vejo do divino acordar, ondular, em mim, paz, eterna paz, que ergue todo meu ser.

"Levanta-te e anda" - Ele disse.

...
"Quem é este que me fala?" - Ele perguntou

..
"Deixe tudo e vem comigo." - Por fim, acalmou.
...


É preciso ter coragem. Disciplina. Bençãos são realizações das virtudes colocadas em prática. Eis que de alguma forma, gentileza gera gentileza.

"Se te bate na face, dai a outra face" - Ele disse. E Ghandi o realizou.

Pode este mundo até ser de ilusões. Mas se for para semear, que seja amor. E o que é o amor, senão as bençãos oriundas das virtudes que podemos executar em terra?


....

domingo, 16 de setembro de 2012

das coisas que falam

Porque quando falamos,
são as coisas da terra que falam.
quando clamamos,
lastimamos,
rogamos,
ainda são as coisas da terra que falam...
quando calamos,
porém...
quando realmente calamos...
algo próximo ao sol que renasce,
efeito de fogo que queima,
como se tudo que terreno fosse,
morre ou simplesmente é deixado pra trás...
e então vivemos.

Que desse silêncio,
sejamos...
divinos.

sábado, 8 de setembro de 2012

do papel que enceno


Eu gostaria de encenar um papel. Mas eu não sei qual papel eu gostaria de encenar. Será que vou me lembrar, quando no palco, que não sou, de fato, o papel que enceno?

Acordei hoje sem saber, o que hoje então eu iria ser. Perguntei-me se minhas mãos iriam doer; se eu iria poder escrever. Perguntei-me se deveria malhar, ou se deveria insistir em estudar. Perguntei-me se saberia parar. Forte tristeza então me bateu. Quantos papeis de fato não sou, mas que ainda não sei deles sair....

Confesso estar difícil escrever. Confesso minhas mãos doem muito. Confesso que ainda sim vou malhar e confesso que ainda assim vou insistir em estudar... e que não sei se a tristeza vai sair, mas que estou bem, pronto e fim.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

quando sou humano


Coloco à prova minha razão de ser
Sempre que dela falo.

Toda expressão, sentimento, filosofia
Sempre falada,
Deixa de ser.

Sou o contraditório entre as palavras e as ações,
Sou parte da regra dos desencontros,
Parte da sede fina e humana.

Quando sou humana.