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sábado, 8 de setembro de 2012

do papel que enceno


Eu gostaria de encenar um papel. Mas eu não sei qual papel eu gostaria de encenar. Será que vou me lembrar, quando no palco, que não sou, de fato, o papel que enceno?

Acordei hoje sem saber, o que hoje então eu iria ser. Perguntei-me se minhas mãos iriam doer; se eu iria poder escrever. Perguntei-me se deveria malhar, ou se deveria insistir em estudar. Perguntei-me se saberia parar. Forte tristeza então me bateu. Quantos papeis de fato não sou, mas que ainda não sei deles sair....

Confesso estar difícil escrever. Confesso minhas mãos doem muito. Confesso que ainda sim vou malhar e confesso que ainda assim vou insistir em estudar... e que não sei se a tristeza vai sair, mas que estou bem, pronto e fim.

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