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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sansara.

Tá no inferno, abraça o diabo. Dando a cara a tapa. Entrou, agora dança. Se tá na chuva é para se molhar. Tá no diabo, abraça o inferno. Que isso? não não não não... não pense agora não... vai hesitar, vai atrasar, perder o horário, depois de agora, hmm, só em outra vida, talvez, quem sabe?! ou até nunca mais! se o mundo acabar mesmo afinal. Porque parece divino, o agora,  mas em expressões tão nada divinas, se expresso nas noções ideológicas do individualismo, ser, pois, todo o seu ser tem pudores, mas também sem máscaras. Porque resolveu categorizar em dualidades o bem e o mal, veio a insanidade, deserção de si mesmo, ilusão de sansara.

o sátiro e a poesia

- Mas amor, mandei chover só pra você ficar feliz!
- Mas acabou me molhando, ora!
- Poesia insana, quem entende...

i den ti dade

Se ficar defendendo sua identidade demais,
vai acabar se perdendo em círculos,
identificando-se com teus mitos
e camadas de camadas de camadas de (falsas)verdades.

Não se engane, eheheheh....
pois aquilo que é, não tem nem como ser dito,
quanto menos defendido.

Palavras demais,
identidades demais,
ahahah
é essa história de achar demais,
rs ..
um erro,
quase sempre um erro..
Não molde as palavras
comigo.
Desnecessário o ético,
ignore as caretas e bocas,
pois que passarão,
assim como o que disser.
E é bom que passe,
afinal a eternidade é uma só,
não deveríamos querer esperar para sempre,
já que o sempre pode nunca acabar.

- tá bom, vai, meu braço está doendo, não vou pro kung fu hoje.

Porque uma pedra desenhada

Vale mais que mil palavras

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O livro do cinco aneis
Miyamoto Musashi

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Contempla ção

Porque em mais uma noite em que a canção ainda é bela,
caem suas flores, brancas e vermelhas, aos sinos discretos
- quem sabe é hoje, em outra brisa -
e o silêncio cae à noite.

Tão suave seu toque, que primeiro soprou os jardins. Para só quem conhece o quarto e a varanda, bem sabe da rede cor de esperança e da vista, ahhh simm..., a vista...,
- esta que me deixa de joelhos,
e surpresa por me presentear com a sensação-da-primeira-vez-que-se-vê, sempre, basta olhar...


Doce noite tão bela, acolhe meu sono, que terei de te presentear.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A poesia e o sátiro

Pensa numa almofada bem macia e quentinha, num dia frio e calmo. O sol só sai mesmo quando tem que sair... exato! na hora certa para se sair da cama, depois de se espalhar, colcha, lençol, travesseiro e,...bem,... se ter café na cama.
- 'Bom dia' - uma poesia. ; - 'que tem de bom? - sonolentamente, o sátiro...
e mais um pouco de travesseiro, pés já quentes e cançados de ficar parados e um sorriso seu...
- bom dia, meu amor.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

livre e aforia de formas

Livre e fora das formas,
sonhara em espírito
do jovem em todo seu vigor,

Livre e fora de forma
podado o espírito
do jovem em todo seu vigor.

Livre e fora sem forma
forjado o espírito
do jovem em todo seu vigor.

domingo, 9 de maio de 2010

joga-se

Ostenta em palavras,
que vem a quedar,
queixam os costumes,
almejam o mar...

sede de liberdade que te recorda os navegantes,
sede de aventura, de princesas e viajantes,
rende o grosso espasmo da infame,
vida,

livre e fora das formas,
que podam espírito
pensas a sede de viver
dos jovens em todo seu vigor,

vais viver o agora,
vá tecer o ar,
que almejas
e vai-te embora,

era o poeta que dizia
que alegria se tecia em amar,
em gozar a vida plena
por vezes serena,
dessa clérica promessa
da alegria eterna
ao se ser o amar,

que digo eu?
senão o almejo,
senão o desejo,
de livre e de vida.

que dissera tu....
senão a própria viagem
rota e passagem,
glória selvagem
de se atirar,

poesia.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pour le moment..

Este barquinho está em paz.

Namastê.
:)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

por inteiro... campo de batalha sereno

Pois bem, que venham,

sentidos e sentimentos a serem resolvidos,
campo de batalha sereno.

É isso que é por inteiro. Nem antes nem depois. Entre tremidos e explosões, gritos e aparentes distrações, não reconheço forma anterior de mim. Mas se chaqualhar um pouco, aparece que nem fantasma. Para seguir essa corda bamba só mesmo com intuição. Mas eventualmente dói, esquemas de sentimentos anteriores e posteriores, se tornam presentes, inquietante mente, mente inquietamente, convincente como a verdade, e se insistir bem, até quem sabe... E como, eu, que não quero dor, vejo doer, campo de batalha de mim. Porque os valores que vi, já não servem mais. Sigo, contudo sigo... sou o escudo e a espada, ora patente, ora latente. Ora carente de calor e aconchego, confusão do desapego ao que ainda se quer. O específico modelo da boa companhia, aquela que se doa por inteiro ao momento e faz do momento atemporal, até nossa própria superação, bem sei. Em outras palavras, basta ser companhia, não precisa ser herói, mas requer olhar um pouco além do seu próprio nariz. Daí, acresça à isso, as cadentes explosões do processo de se conhecer e se reconhecer, a todo tempo, que preside e sempre esteve aqui, que exige espada e escudo, e respiração, que exige atenção e desapropriação, desapego do que não te permite ir mais além. E vale sempre lembrar, afinal, só é pesado se quiser levar a carga.... Costumo dizer que estar bem é um exercício constante, e não uma declaração de independência.. As práticas disso, bom, é o dia a dia... kung fu; doutorado; nei-kung; meditação; livros, sonhos, desejos, lágrimas, sorriso, fome, direito; filmes; personagens, bons personagens; piadas; amigos; família; bom dia, boa tarde, boa noite, enfim... mas às vezes, nessa oscilação toda, sem saber por que, peço perdão a mim.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

desvio nuo e cruo do olhar

Pelo visto ainda doi-me tua tristeza, mesmo distante de todo o seu mundo. Mas me criei, assim, meio sem jeito, e hoje o que sou, bem, nem saberás, se te desvia o olhar covarde pelas ruas, intenção que me é crua, tua de desviar.

sábado, 1 de maio de 2010

pq hj o saquê estava bom

que saquê é bom, é bom,
e merlot é bom também...