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sábado, 23 de outubro de 2010

...Desce, Petrúkio, desce!

Quero vir aqui desprender-me desse objeto, que sou eu,
não falar mais de saudade, não falar mais de desgasto, do calçado de meu desespero
de querer colo, casa, comida e roupa lavada.

Passa tudo passa,
instantaneamente.

Sou um som constante e berrante,
sonolentamente,
vago por aí...

Eis que nasce um novo eu
à maestrar tantas informações do eu que quer me cercar,
veja bem,
abra os olhos.

...
mas ainda quero o colo, o barulho,
o bom dia, não pule na cama, desce Petrúkio.
Desce!

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