A vida se torna efêmera,
No momento em que a gente se dá conta dela.
Exatamente quando cai a ficha,
Quando vem uma crise de fim de adolescência,
De que não somos os donos do mundo.
Então os arquétipos vão aos montes,
Desde o tô-nem-aí ao exageradamente-preocupado,
Fobias humanas, ilusionando e tapando os olhos com o medo,
Quando achamos tanto que sabemos das coisas,
Que deixamos de aprender um pouquinho mais sobre nós mesmos,
E sobre o que poderíamos fazer para o mundo.
Mas a gente já sabe que a vida é efêmera
E que foi ainda muita sorte permanecer criança,
Seja por ter vivido a infância descobrindo,
Seja por querer ainda descobrir o quão mais de efêmero
Tem nessa eternidade da vida humana,
Porque quando descobre e vem à luz,
É que nem o parto que trouxe ao mundo,
Deixando o mundo antigo para trás,
E nada é como antes,
O choro anuncia a mudança,
Não somos mais os donos do mundo.
E a sacada vem quando entendemos,
Que nunca fomos e nem nunca seremos.
Mas a gente sabe que a vida é efêmera,
E que foi muita sorte ainda permanecer criança,
Cada mundo novo uma nova surpresa, uma nova saudade,
Como um processo eterno de efêmerização
Do processo de tomada de consciência das coisas.
o parto machuca mas consola, o novo choro preocupa mas alegra! o novo ente que vem ao mundo traz grande receptividade, e deve se resguardar dos excessos, pra que seus sentidos extrapolados de luz possam ser sempre apreciados, degustados das cascas ate as sementes
ResponderExcluirQue o momento, nunca seja o momento,
ResponderExcluirMas tua síntese,
Como que ordenando tuas sensações numa rosa de ventos com o norte bem definido.
E como uma prece: que sejam claros os pressupostos, e mesmo que simples o momento que seja belo, e olhos de amor e raio-x para que decifrar labirintos móveis.
Que o efêmero nunca seja efêmero, porque no fim, nunca se sabe o que é o tempo.
OH vida que passa rápido não é mesmo? Lindo poema prima.
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