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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

catch!

Na primeira pausa, deixei os livros no chão,
subindo não sei quantos andares,
prateleiras e mais prateleiras,
pó atrás de pó,
atrás de espirros e mais espirros.

Tinha deixado anotado,
tinha que estar ali,
podia jurar!
mas não,
não existia no dicionário.

Foi então que parei de novo,
já não podia resgatar mais tantas memórias,
não tinha mais espaço,
não tinha mais onde por.

Sentei.
Fiquei, então, assistindo a prateleira,
livros, pós, poeiras e memórias,
catálogados à cores,
organizado por vidas,
assisti uma a uma,
sem ainda esquecer,
no entanto,
a palavra que vinha a procurar.

Deixei de lado então a segunda pausa,
livro por livro, cantando nota por nota,
sem mesmo palavras, tua lágrima me veio no ar.

Catch!

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