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quinta-feira, 22 de março de 2012

Minhas linhas agora são cortantes. Cansei de ver o mundo pelos seus olhos. Fica então, insuportável estar tempo demais perto de você. Vou cantarolando sozinha percebendo o efeito que o sol faz no corpo. Se eu chegar perto demais de qualquer ser humano, sua lógica entra na minha cabeça. Se eu chegar demais perto de qualquer música, sua lógica entra na minha cabeça. Se eu chegar perto demais de qualquer leitura, sua lógica entra na minha cabeça. Imagine você, o que os filmes e um cinema podem fazer comigo. É difícil deixar toda dor que vem passar. Acho que nenhum ser humano gosta de doer. Mas, novamente, os sado-ou-mado?-zoquistas, estão aí pra provar o contrário. Mas eu francamente não gosto de doer e nem fazer uma dor alheia. E irritantemente lembranças também são presenças. Temos um mundo inteiro dentro de nós. Presente, passado e futuro se encontram na representação que nossa imaginação é capaz de jogar captando os medos e os desejos que nossos corpos emitem, captando os medos e os desejos que os outros corpos emitem: se eu chegar perto demais de você, sua lógica entra na minha cabeça; se eu chegar perto demais de qualquer música, sua lógica entra na minha cabeça; se eu chegar perto demais de qualquer leitura, sua lógica entra na minha cabeça. Um mundo inteiro de filmes, pessoas, sonhos e cinemas podem fazer qualquer um se perder, pois no final das contas, não existe o "se encontrar", se vamos de acordo com o espaço-tempo que temos. Mas é claro que se ficar tempo e espaço demais em um lugar, você se torna aquele lugar. Somos um bolo de comportamento, o que você coloca na massa, vira bolo; o que você planta, vira árvore. Mas tem que regar. Toda sementinha tem que ser regada para se virar árvore. Toda louça só fica limpa se for lavada; todo quarto só fica organizado, se for arrumado. Para ser e não ser, é preciso ação. Meditação.

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