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terça-feira, 6 de março de 2012

Revolta contra a morte de um amigo meu


- Sempre me revolto com minha incapacidade de te acolher. De permanecer em distância. De não chegar mais perto. Pois eis que almejo sua companhia. Mas somos tão... sós, ..sós em nós mesmos, não é mesmo? ... talvez então, que venham as músicas sertanejas,... vamos pegar o primeiro avião, com destino à felicidade.... Vem pra cá, eu vou pra aí. A gente deixa orgulho e falta-de-tempo de lado. Daí, eu já te encontro, não é mesmo?

Pois de tudo que me revolto, creio que perder amigos é o pior. É quando uma realidade se desfaz por completo, e solidão se torna tão real quanto dela falávamos.

Hoje um amigo morreu. Não compreendo exatamente o quanto isso vem me afetando. Era amigo distante, mais amigo de um amigo meu. Sofro pelo sofrimento de meus amigos que perderam um amigo, desses que perderam na verdade, um irmão querido; um irmão muito, mas muito querido. Sofro pela morte de um amigo meu. E não compreendo exatamente o quanto isso vem me afetando.

Tenho pensado e chorado bastante. Não são bem questões ligadas à Deus e à eternidade das coisas. Mas triste é saber que amigos morrem. Que amigos de amigos da gente morrem. E a gente não pode fazer nada.

- Daí revolto-me com a minha incapacidade de poder te acolher. De ter que permanecer à  distância. De não poder chegar perto e te abraçar, te dar aconchego e muito carinho. Mas somos tão... sós, sós em nós mesmos, não é mesmo? Talvez então que venham as músicas sertanejas,... vamos pegar o primeiro avião, com destino à felicidade. Vem pra cá, eu vou pra aí. A gente deixa orgulho e falta-de-tempo de lado. Daí, eu já te encontro, não é mesmo?

Hoje um amigo morreu. Sofro pelo sofrimento de meus amigos que perderam um amigo. Sofro pela morte de um amigo meu. E não compreendo exatamente o quanto isso vem me afetando.




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