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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vou fingir que não sei para o que a poesia é o uso

Vou fingir que não sei para o que a poesia é o uso.
Vou pretender que a vida e só a vida é o seu objeto.
Objetivo - qual além - de que dos sonhos a vida é o feto.
E da vida, os sonhos, domicílio.

Vou dizer - tal qual profano, soa a sorte.
O acaso construindo céu em versos,
poetisando montanha russa de sentimentos,
dizendo que são tortas linhas de Deus.

Então vou acrescentar açúcar ao bolo,
fazer soar doce aos ouvidos,
instigar o seu desejo com uma cereja
e findar por assistir o espetáculo.

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