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terça-feira, 13 de outubro de 2009

quinta feira, 27 de novembro de 2008

palavras amizade tb..

" Oi pessoal,gostaria de aproveitar o espaço - ou melhor, os emails de todos que constam na lista - para fazer uma pequena homenagem a todos os colegas que atravessam o árduo - mas eventualmente doce - caminho do mestrado, que não tem muita certeza das certezas que procuram e que ainda assim possuem força para construir laços de amizade e união. Seguem abaixo dois poemas que, acredito, podem servir para alguma coisa - o que, ainda não sei. Dois dos nossos colegas são mais precisamente homenageados. A razão por que o são, e quem o são, eles bem sabem.Um enorme abraço, André.

THE FASCINATION OF WHAT´S DIFFICULT
The fascination of what´s difficult
Has dried the sap out my veins, and rent
Spontaneous joy and natural content
Out of my heart.There´s something ails our colt
That must, as if it had not holy blood
Nor on Olympus leaped from cloud to cloud,
Shiver under the lash, strain, sweat and jolt
As though it dragged road-metal.
My curse on plays
That have to be set up in fifty ways,
On the day´s war every knave and dolt,
Theatre business, management of men.
I swear before the dawn comes round again
I´ll find the stable and pull out the bolt.

W.B. Yeats


OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculoprefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade."

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