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quinta-feira, 24 de março de 2011

à lá nona sinfonia

uma a uma as notas se arranjam, estavam ali levemente postas. Suavemente batidas, sopradas. Domadas. O Ar ganhou força, rabiscara seus ouvidos. E um estrondo imenso a seguir-te toque, inversa o passo... Conhecia, estavam ali, de algum lugar, arrepiaria aquele frio atrás da orelha frente sua maestria que em silêncio quedava à escutar. Um toque e inspira, outro, e sente, e mais outro, e solta o ar... são misturas de choques, ondas, relâmpagos?, e suaves como asas de beija-flor... Como pode? pergunto e penso? como pôde? conseguira opinar o mais belo sopro divino, majestosa luz a cair, iluminar, resplandecer, purificar, eis que encontra-se na mais perpétua e perplexa estupefagem e depuração... Canta e orquestra os belos e tristes do mundo, tudo é poesia... e centra-se nessa terra umbralina. É como colocar asas em demônios. O desafio do homem magro é comer. E o do servo é servir.

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