Gostei tanto desse texto que precisei posta-lo aqui:
"Andarilear
(texto de Patrícia Ribeiro Vieira)
As variáveis da vida são incontroláveis. Haja gana para vencer o medo do que está por vir. Haja confiança para entender que o céu é maior e que toda a respiração orgânica do universo reside no inseto que pousa sobre o livro. Haja sabedoria para entender como que a gravidade nos serve de oleiro, nós vasos de barros.
Quais são os vetores físicos e os ângulos de seus movimentos sob e sobre o ar que penetra sua corrente pensamentícia e lhe dirige a palavra? Quais as composições que expressa e não expressa? Quantos tempos para seu compasso? Como decifrar o grande compasso, com tanta dor? Como não lapidar a alegria ao abrir os olhos para o mundo do outro? Pois dizem que o pulso ainda pulsa.
Ahhhh!! Raga-se o ser, pois muitas vezes não É, rasga-se o ser pela vontade de compreender a loucura para que não fique louco. Como equilibrista que repousa sobre os anéis do ar para que, em vão, não pise o chão. Que a normalidade não passa de um parâmetro com direção e sentido que vale ser compreendido, para que talvez, ao desvender a loucura, passe o louco a normal. Pois, a vã normalidade, é anormal. Perde-se o sentido porque quer sentir. Haja profusão de parâmetros para rasgar a célula velha e multiplicar novas, sem visão empresarial. Uma comunidade captada pelo o que não se diz divide-se em abismos nas rotinas, como aqueles que furam a onda de um grande mar razo, perigo de quebra, onda, vida, ahhh modernidade sufocante. Paralisia da pecúnia venosa.
Todos os tempos nesse mesmo segundo que agora passa e perpassa a corrente elétrica pensamentícia que afoga a alma.
Perde-se o sentido ao achá-lo...
Saudades do sertão, água de cacimba, vagalumes e lumiares...
Nele a pele reflete o brilho da força dos lombos.
Seres, sereis, visto que não mais jaz o São."
- texto de Patrícia Ribeiro Vieira
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