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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

instanidade

Ela chorara toda a existência,
Chorara o lamento da cegueira,
da tristeza insana e feiticeira.

Ela chorara o sinto muito de cada dia,
o sopro entorpecido e destilado
de sonhos e ainda muito mais,
tinha ainda muito mais para chorar.

Ela chorara o quão já não era seu,
nem mesmo a cerca de fé e madeira,
nem mais o vento e o pôr do sol,
que quisera acompanhar,

Ela chorara o quanto já era incerto
Chorara a cidade e o deserto,
o exageiro que seu coração queria formar.

e assim chorou
chorou toda a existência,
chorou o mundo inteiro,
o pai, a mãe, a árvore e o apego,
chorou o amor e o calor,
o obrigado e o aconchego,
e muito muito mais ainda,
tinha muito mais para chorar.

Chorava o dia e a noite,
chorou sem mais porquê,
sem mais saber,
chorou o obrigado e até logo,
o seja bem vindo e amo você,
e chorou,

chorou todo o seu ser
chorou instâncias e mais instâncias de significado,
até mesmo perplexa de alegria,
chorou o vazio do dizer,
chorou mesmo o riso do saber,
chorou toda forma de todo ser,

Ela chorara a existência,
chorou o mundo inteiro
e ainda muito mais que tinha,
tinha ainda muito mais para chorar.

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