Não reconheço meu próprio choro,
e isso já está constante.
E não é choro de dor ou lamento,
não é medo ou sofrimento,
é um choro de realização.
- que belo presente é,
o presente.
Sensação de plenitude,
quão bela que é,
que não consigo nomear mais nada.
E tudo a minha volta se transforma,
não tenho pressa, não tenho medo,
não tenho tristeza.
Pois que passam
como tumultuados pensamentos,
que vêm e vão,
é só os deixar ir,
afinal, quanto trabalho,
fazê-los ficar.
É como colocar o lixo para fora,
fazer o dever de casa,
e aproveitar.
Até tento não escrever,
mas ainda escrevo,
até não restarem mais palavras,
e esse maravilhoso silêncio
que agora chora o meu ser,
possa reinar sobre mim.
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