Pode ser que agora eu conte da aventura. Porque então, agora, finalmente, me dei conta que sonho e realidade se misturam. E o dia em que quase perdi a cabeça, foi quando quase neguei toda essa percepção para além dos nossos olhos.
Então tá, vou dizer que os capitulos serão desorganizados, pois que os escrevo por lembrança. Perdão à minha falta de tato atual, eis que a epistemologia das coisas me vem à cabeça, e vario entre chão e ar, cabeça de vento e seriedade, normalmente sou ou um ou outro, nunca consegui ser os dois. Tá aí algo que nunca conseguir ser, meio termo... invariavelmente bem extremista, ou seguro de com toda força ou, igualmente forte,... balde? eu chuto é o container...
Bom, estou bem feliz com meu estado atual das coisas. Eis que não sabendo identificar presente, passado e futuro, vim a conhecer um monge tibetano disfarçado. Sua força não-física ressoa físicamente e o ambiente se altera ao seu redor, como aquelas luzes em festa trance, só que sem ser pelo efeito de drogas.
Então no meu estado atual das coisas, cada coisa à seu lugar, cá estou, à lutar. Entre disciplina e estudo, entre intuição e escrita, entre a fala e o silêncio, entre eu e Fatihah. Somos a espada e o escudo, protegendo a semente de silêncio e vazio que cresce por entre flores e prédios, ou semente de je-ne-sais-pas-quoi.
Então no meu estado atual das coisas, cada coisa à seu lugar, cá estou, à lutar. Entre disciplina e estudo, entre intuição e escrita, entre a fala e o silêncio, entre eu e Fatihah. Somos a espada e o escudo, protegendo a semente de silêncio e vazio que cresce por entre flores e prédios, ou semente de je-ne-sais-pas-quoi.
Depois que conheci o monge disfaçardo, a conversa e as linhas não visíveis dessas terras fluíram um pouco mais rápido em meus jardins. Abençoados traços tortos de Deus. Preciso de força, veja como oscilo, é tudo que faço, eu oscilo: vejo, não vejo, sou, não sou. E eis que toda qualquer informação, abençoado sejam os animes, filmes, artes marciais, danças, livros e doutorados, são símbolos fortes o suficiente, para me trazer ao caminho que sou. E, porque resolvi me aventurar sozinha por territórios de linguas estrangeiras, preciso de força. Então conversamos e não consersamos sobre força, e não força. No yin e no yang, no vazio e no mundo, no tudo-é-a-mesma-coisa, mas somos à semelhança de Deus e, portanto, nosso comando, cria mundos. Preciso de força, para criar-me estabilidade, e unificar essas persepções por onde trilho, querendo ou não, indepentente de sabermos as verdades desse mundo, é bem melhor viver em paz, e isso, é tipo parar de importar com céus e infernos, ao mesmo tempo em que aprendemos ser atentos o suficiente para qualquer um deles. E isso, putz, que porra é essa?
Então, quieta, em silêncio, já entrando em modo senin, como em naruto, mas sem a história dos sapos... pois bem, estava apenas à assistir os efeitos do Real. O que criamos, em Maia. Já que o mundo é de formas, comuniquemos em formas, então. E de toda comunicação, para tudo o que vim a ser até hoje, como em Avatar-o último mestre do ar..., ficou claro, sou de ar. Ahahah, monge tibetano, você é claramente Terra. E outros que já vi, Àgua e Fogo. E então como brincadeira de criança, os elementos apenas são a ressonância de como agimos, mais ou menos, predomínio das coisas capazes de serem de alguma forma identificáveis, pra ajudar a mente-que-sempre-precisa-de-classificações sobreviver nesse entre-mundo das coisas.
"Para que aterre sua cabeça, precisa de enraizar-se, ora." Tão simples quanto parece. Enraiza-se em todos os seus atos, e pelo alimento que digere. Preciso de legumes. Muito legumes.
E quando pensei que seria apenas isso, as luzes como de festa trance não cessaram, foram aos montes para os olhos daqueles que estão dispostos e abertos para sonhos no Real. O monge tinha uma espécie de guardião, por assim dizer, pois exerce diferentes funções, então não é exatamente um guardião, mas, na falta de uma classificação, o coloco assim, momentaneamente, um demônio domesticado por Buda, que em várias formas, o vi naquela de um urso, enorme, entre o preto e o azul escuro, irônico, ainda que humilde, mas insano, ainda que são, uma bestialidade celestiana, por assim dizer. Como são as criaturas não visíveis desta terra, entre o meio das coisas. Pois bem, o seu guardião, carismaticamente me deu dois imensos guardiões, à minha criação, dois magníficos cães enormes e brancos que me acompanharam nessa história. E enquanto assistíamos aquela dança, formas e mais formas. Vi na minha frente, uma serpente, parecia uma Naja, vindo à mim, e levantando-se, seguida de uma Fenix, magnífica e muito, mas muito colorida, as penas que decorriam de seu rabo, pareciam penas de pavão. E colorindo por todo o campo, um azul ondular de cabelos longos, igualmente azuis, movendo-se como o mar, ao ar de Iemanjá.
Naquela semana muita coisa aconteceu. E quando pensava que meu corpo ia desabar pela minha estupidez de esquecer lições antigas, no meu desespero e ausência de força, eis que me deparo com outra sala sagrada. Límpida, singela, não tinha nada, e muitas janelas, permitindo confundir ambiente interno com as árvores, passaros e luz externa. No momento em que entrei naquela sala sagrada, todo medo se dissipou, e uma voz serena passando pela minha nuca em direção aos meus olhos, me diz "Ne t´inquete pas, ton corp est protegé.". E eu lá, já entrando em modo senin novamente, de novo senti aquela sensação de formigamento na cabeça, bem no meio, mas acima, sensação que me acompanha desde que voltei dos jardins da casa de campo de Gandalf.
No nosso segundo encontro oficial, o "guardião", o urso, veio "pessoalmente". Me perguntei se devia ter medo. Ora, que energia toda era aquela, de uma ironia, selvageria imensa, mas capaz de discernir coisas, tinha também algo de humildade? É porque as coisas são assim, e são como são, e são como queremos que sejam. Voce sabe o que quer? Me avaliava, e não sabia se estava se divertindo. Pelo menos pareceu me aprovar. Ufa, acho que passei no teste, e não será hoje que serei devorada por um urso azul e feroz como leão. Parecia que queria uma resposta. Demorei, mas saquei. Ao mesmo tempo, eu reagia frente as minhas vontades e medos. Queria lhe pedir proteção e que me abrisse o caminho. Meus guardiões, agora mais de minha criação do que algo que estava vendo, estavam ocupados lidando com tais vontades e medos, tanto que um de meus magníficos e enormes cães brancos, imediatamente se transformou em um cão negro, igualmente enorme, e de ferocidade mais presente, rosnava e sacudia com os dentes, aqueles papeis e vontades. Imediatamente me voltei ao meu pedido. Ora, e não estou aqui para que eu pare de oscilar, me conheça melhor, tenha mais de força e serenidade? Entendi isso pois que lhe desenhei em minha mente uma estrada por entre as árvores numa escuridão colorida de todas as cores possíveis.
Quando acordei, no dia seguinte, estava bem, abri um texto e comecei a estudar.
No nosso segundo encontro oficial, o "guardião", o urso, veio "pessoalmente". Me perguntei se devia ter medo. Ora, que energia toda era aquela, de uma ironia, selvageria imensa, mas capaz de discernir coisas, tinha também algo de humildade? É porque as coisas são assim, e são como são, e são como queremos que sejam. Voce sabe o que quer? Me avaliava, e não sabia se estava se divertindo. Pelo menos pareceu me aprovar. Ufa, acho que passei no teste, e não será hoje que serei devorada por um urso azul e feroz como leão. Parecia que queria uma resposta. Demorei, mas saquei. Ao mesmo tempo, eu reagia frente as minhas vontades e medos. Queria lhe pedir proteção e que me abrisse o caminho. Meus guardiões, agora mais de minha criação do que algo que estava vendo, estavam ocupados lidando com tais vontades e medos, tanto que um de meus magníficos e enormes cães brancos, imediatamente se transformou em um cão negro, igualmente enorme, e de ferocidade mais presente, rosnava e sacudia com os dentes, aqueles papeis e vontades. Imediatamente me voltei ao meu pedido. Ora, e não estou aqui para que eu pare de oscilar, me conheça melhor, tenha mais de força e serenidade? Entendi isso pois que lhe desenhei em minha mente uma estrada por entre as árvores numa escuridão colorida de todas as cores possíveis.
Quando acordei, no dia seguinte, estava bem, abri um texto e comecei a estudar.
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