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domingo, 17 de abril de 2011


Não tenho cartas a colocar no correio. Também não abro mais portas para venderodes de livros usados. O novo já não está presente. A repetição preenche dias, cartas, portas, livros.
Soube que a solidão seria assunto insolente. Soube que teria palavras a dizer, e ninguém a escutar. Soube que podia gritar, e as vezes me pergunto quando foi que silenciei.
As vezes eu detesto o dia em que aprendi a viver sozinha. Que tantas outras informações com o tempo se tornam complicadas demais para se respirar. Já não sei a quem magoo quando me afasto então para puxar o ar. Nunca há volta. Uma coisa nunca o é duas vezes. Pode ser melhor, pior ou não ser. Existência não é muita opção. Mas ainda bem que o pessimismo é igual ao otimismo...pode sempre dar o ar do gosto do dislumbre a cada por do sol, toques e cheiros. Lojas de perfumes, flores, padarias sempre me agradam. Assim como o céu colorido ao crepúsculo e um toque seu em meu pescoço, seguido por uma mordida sua. Para alguém que gosta de toques e esbarrões, deveria doer estar assim longe da humanidade.

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