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domingo, 25 de abril de 2010

Hoje escutei num filme, que o artista se dedica ao que ainda não existe.

Hoje escutei num filme, que o artista se dedica ao que ainda não existe.

Assim como o escultor que vê a escultura na pedra, o pintor vê nas tintas, a pintura ainda inexistente, mas que está lá. São todos poetas tentando agarrar o vento, só conseguindo, no entanto, momentos, como fotografias. Mas não. Não basta. Veja bem. Se fotografias bastassem não desejaríamos viajar o mundo.

Porque apenas escutar e sentir o vento parece como uma lição difícil. Na menos pior das hipóteses, é como se quisesse fazer a primavera crescer, pelas cores, cenário e olfato. De fato, bem egoísta são as razões, quaisquer que sejam, desejando as técnicas de conhecimento do contexto ao meu redor. De fato, bem egoístas são os modos tentadores, tentativas de controles, mínimos – pois bem – mínimos, das minhas próprias ações. Para não cair em erro, para não magoar ninguém.. mas não importa; é ego tentando controlar resultados, é isso que é. Por isso que já ouvi a comparação – realmente faz sentido – o ego é aquilo que quis e declarou-se como Deus. Só se for de seu próprio mundo. Porque apenas sentir e escutar o vento aparece como lição difícil.

Não se torture, no entanto. Um caminho também é pelo conhecimento, pois que é possível alguma emancipação; senão, seguirá a biologia, e – wittgeinstainamente – a forma de vida que te circula. Se não transcender, compreender, será parte inconsciente da forma de vida que te circula. E inconscientemente, não há nada além de mente, corpo e emoção. Não se torture, portanto, egoístas ou não, não importa, o conhecimento de si, do contexto, dos pretextos, dos erros e acertos, enfim, de qualquer conceito pendular e dualista, ainda que minimamente dualista, sim e não, certo ou errado, ateu ou cristão, não importa, simplesmente não importa. Veja bem, ore; olhe. Não importa. – Mas há, também do ponto de vista físico – e não se esqueça disso também – existem e somos padrões energéticos. Da física para a antropologia, traduzindo – somos hábitos energéticos. Quero dizer, a muito tenho a teoria de que o iluminado é um padrão de energia constante de amor, diverso de qualquer padrão energético desse campo ilusório inconsciente. E definitivamente, amor.

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